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  • terça-feira, 18 de agosto de 2015

    #EXPOSIÇÕES » Retratos do início da capital

    A foto de Mário Fontenelle da construção do Aeroporto de Brasília, nos anos 1950, está na exposição em cartaz a partir de hoje no Gilberto Salomão

    Mostra fotográfica com imagens da construção de Brasília faz parte das comemorações pelos 55 anos do Lago Sul. Durante a abertura, hoje, pioneiros do bairro serão homenageados. No TJDFT, fotos reverenciam a etnia krahô

    As primeiras imagens de Brasília, retratadas pelo fotógrafo oficial do governo Juscelino Kubitschek, Mário Fontenelle, no final dos anos 1950, estão expostas a partir de hoje no Centro Comercial Gilberto Salomão. A mostra faz parte da celebração dos 55 anos do Lago Sul, que segue por todo o mês de agosto. Resultado de uma parceria com o Arquivo Público do Distrito Federal, a exposição traz 30 fotos do início da capital, incluindo imagens da Ermida Dom Bosco, da Base Aérea e das primeiras casas do Lago. Os registros fazem parte do Fundo Novacap — acervo reconhecido como Programa Memória do Mundo da Unesco.

    Obras no Palácio do Planalto

    A iniciativa da exposição partiu da Administração do Lago Sul, com a finalidade de mostrar ao público cenas da construção da capital. “Escolhemos a mostra fotográfica como parte das comemorações para um resgate histórico da cidade. Além disso, queremos incentivar os moradores para que, em um futuro próximo, tragam também fotografias ou objetos da época da construção e enriqueçam o acervo da Administração e do Arquivo Público do DF”, explica o administrador do Lago Sul, Aldenir Paraguassú.


    A abertura da mostra será hoje, às 19h30. Na ocasião, 35 pioneiros do Lago Sul receberão uma homenagem. Entre eles está Moema Leão, 69 anos, que se mudou para a região ainda no início dos anos 1970. Apesar de morar atualmente no Park Way, a empresária faz questão de passar parte do seu dia no Lago Sul. “Eu adoro o Lago. Fiz questão de montar meu escritório aqui. Basicamente, só volto para casa para dormir”, conta a empresária.

    Quanto às mudanças que a área sofreu nas últimas décadas, Moema acredita que foram, em maior parte, benéficas. “Hoje, o Lago tem vida própria. Já não é preciso mais atravessar as pontes para ter acesso a comércios e serviços variados.”

    A praticidade atual também é destacada pelo empresário Gilberto Salomão, dono do centro comercial mais conhecido do Lago Sul. “Um dos motivos para que inaugurasse o centro de diversão em 1968 foi justamente a dificuldade dos moradores em conseguir comprar seus mantimentos. Na época, não haviam as pontes e era preciso ir até o aeroporto para chegar ao Plano”, relembra.

    Mesmo com as melhorias, Salomão, que mora na região desde 1970, guarda boas lembranças do local. “No começo, não havia cercas nas casas e era possível ver os belos jardins dos vizinhos. Mas, com o aumento do trânsito e da violência, isso não é mais possível, infelizmente”.

    Em relação à importância do Lago Sul para a história de Brasília, Salomão lembra que vários artistas da capital, como Renato Russo, usavam o centro comercial para expor seus talentos e tornaram o local um marco da cidade.

    História
    Apesar de ter sido criada oficialmente como região administrativa em 1994, as primeiras movimentações no Lago Sul se deram cinco anos após a inauguração da nova capital. As primeiras casas construídas eram para servir de residência a diretores da Novacap.

    A ideia de comemorar o aniversário no dia 30 de agosto é uma referência ao mítico sonho de Dom Bosco, que previu nessa data, em 1883, o nascimento de uma rica e próspera civilização na América do Sul, entre os paralelos 15 e 20. Idealizada pelo engenheiro Israel Pinheiro e projetada por Oscar Niemeyer, a Ermida do Bosco faz homenagem ao santo, canonizado em 1934. O nome Lago Sul tem origem na posição geográfica da área, à margem sul do Paranoá.

    Biografia
    Mário Fontenelle é considerado um dos mais importantes memorialistas de Brasília, por ser autor dos primeiros registros da nova capital. Ele nasceu e viveu até a adolescência em Parnaíba (PI). Apaixonado por aviões, começou a trabalhar como mecânico de pista numa empresa de transportes aéreos até se transferir para o Rio de Janeiro, onde, entre um voo e outro, conheceu muitos políticos. Entre eles, Juscelino Kubitschek, que o presenteou com sua primeira máquina fotográfica, uma Leica 35mm. Após a epopeia da construção de Brasília, dedicou-se a fazer registros pelas ruas da cidade que ajudou a imortalizar. Fontenelle morreu em setembro de 1986, aos 67 anos, de forma solitária, no Lar dos Velhinhos Maria Madalena, asilo localizado no Núcleo Bandeirante.

    Programe-se
    A exposição fotográfica ficará aberta ao público no Gilberto Salomão, das 9h às 19h, até 30 de agosto.



    Fonte: João Gabriel Amador; Especial para o Correio Braziliense – Fotos: Arquivo Público 

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