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  • quinta-feira, 20 de agosto de 2015

    Governo de Brasília entrega 170 cadeiras de rodas para atletas paralímpicos

    A entrega de 170 cadeiras de rodas esportivas, nesta quarta-feira (19), aumentaram ainda mais os ânimos dos atletas paralímpicos de Brasília que receberam os equipamentos e competem, inclusive, internacionalmente pelo Brasil. Doadas pela Secretaria de Saúde, as cadeiras custaram R$1,5 milhão e foram distribuídas em parceria com a Secretaria de Esporte, em solenidade no Clube da Saúde.

    “Nós temos aqui a mudança do foco, que não é apenas o tratamento da doença, mas a promoção da saúde e é claro que incentivar a prática do esporte para aqueles que são atletas paralímpicos ou não é muito importante. E não é apenas a promoção da saúde, mas do nosso país e da nossa cidade, quando os atletas vão competir em outros países”, destacou o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.

    Para ele, a iniciativa também demostra o compromisso social do governo. “Nós temos um enorme desafio, que é tornar Brasília um exemplo de acessibilidade para o Brasil. Sabemos das dificuldades que cadeirantes, cegos e surdos têm para se locomover na nossa cidade”, avaliou Rodrigo Rollemberg.  “Vamos nos organizar para que esse seja o primeiro passo de um projeto que pode ser realizado todos os anos com ações como essas”, complementou o secretário de Saúde, Fábio Gondim.

    Foram 110 cadeiras para atletas do basquete com valor unitários de R$8 mil, 30 para praticantes de tênis de mesa, sendo R$8.050,00 e 30 para o atletismo, ao custo individual de R$15,2 mil. Os equipamentos foram fabricados de acordo com as necessidades individuais dos beneficiários.
      
    Presidente da entidade Paraesporte, Flávio Santos, que também é cadeirante, destaca que ter acesso a equipamentos adequados é um ponto decisivo para o atleta conseguir um bom desempenho na hora das provas. 

    “A qualidade do equipamento vai proporcionar a conquista dos campeonatos e de seus objetivos. Acima de tudo, a inclusão social e poder sair na rua, praticar o esporte e correr em uma quadra para mostrar sua potencialidade, não têm preço”, disse, ao citar a proximidade da Paraolimpíada do Rio de Janeiro de 2016 e o bom desempenho do Brasil no Parapan de 2015, em Toronto.

    Segundo Flávio, o Brasil tem se destacado nas modalidades disputadas por pessoas com necessidades especiais e se o governo avalia que as pessoas com deficiência, em sua maioria, não têm recursos, o incentivo é abrir as portas para grandes oportunidades. “Os atletas trarão um retorno muito grande, especificadamente, para o Distrito Federal, e também para o Brasil, porque temos vários que já são medalhistas disputando internacionalmente”, informou.

    SUPERAÇÃO - Um dos beneficiários, considerado atleta de ponta, Aloísio Lima, 41 anos, praticante da modalidade tênis de mesa, sofreu em 2003, um acidente praticando rapel e teve uma fratura na vertebra do pescoço. Após três anos, ele foi incentivado a praticar esporte para se recuperar fisicamente.

    “Comecei pela natação, mas eu só bebia água”, disse ao sorrir. “Pouco tempo depois, fui fazer um teste com o tênis de mesa. Hoje estou há 10 anos e sou pentacampeão brasileiro. Também ganhei o Parapan de 2015, em Toronto, e sou o primeiro cadeirante medalhista mundial, quando participei da competição internacional Pequim, em 2014”, destacou, ao citar que participar dos Jogos Paralímpicos, no Rio de Janeiro, no próximo ano.

    Outro atleta destaque beneficiado é Ariosvaldo Fernandes da Silva, 38 anos, conhecido como ‘Parré”, que teve paralisia infantil com um ano e seis meses de idade. Há 17 anos pratica atletismo e possui 12 medalhas. Parré chegou a Brasília ontem (18) com duas medalhas de Ouro do Campeonato Paramericano, no Canadá. “Representei bem a categoria e esse tipo de ação é importante para os esportes que utilizam a cadeira de roda, como o basquete e o atletismo. O bom material é tudo e de vital importância porque para competir é necessário”, enfatizou.

    “É muito difícil ser campeão fora das trincheiras do nosso país. São muitas horas de treinamento e muitas horas longe da família. Mas o esporte é capaz de transformar vidas e é um aliado da nossa saúde”, finalizou a secretária de Esporte, Leila Barros, ao afirmar que os atletas podem contar com o auxílio do governo.  


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