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  • quinta-feira, 27 de agosto de 2015

    Saída pela esquerda?

    Crise? Que crise? Negar a existência de problemas não é o melhor meio de se livrar deles. Pelo menos, no caso atual, fica a evidência de que diante da crise que se avoluma a cada dia, não há, por parte dos dirigentes  instalados nas diversas instâncias do Poder, qualquer talento reconhecível e mesmo ânimo exemplar para traçar um plano de libertação do fosso.

    Viver em meio a crises, todas as sociedades, em todos os tempos, viveram. O perigo de nossos infortúnios é maior quando nos damos conta de que nossas pretensas lideranças não estão preparadas para liderar uma marcha da nação, se posicionando na cabeça, apontando soluções, numa concertação rumo ao portal da superação. Querem apenas tirar proveito. Querem poder para corromper.

    Carecemos de líderes. A população que foi para as ruas em diversas ocasiões recentes já reconheceu a própria orfandade. Estamos sós em meio à tempestade. O que temos pendurado nos diversos cabides da república é apenas pessoas comuns com ambições particulares, cujo horizonte se esgota logo após satisfeitos os múltiplos desejos íntimos.

    Magnânimos é o que nos falta. Altruístas é o que reclama urgente o cidadão. Precisamos de líderes que vislumbrem a nação e não o próprio umbigo. Nos mais simples fatos do dia a dia, fica patente o autismo de nossas autoridades, seu egoísmo. Recebem o 13º salário, o mesmo que ameaçam negar aos aposentados. Da mesma forma, para pacificar a base aliada, governo libera R$ 500 milhões em emendas parlamentares.

    A prática vem quando faltam recursos em diversas áreas sensíveis do país. Qualquer um que se der ao trabalho de ir à busca da origem da atual crise econômica que corrói os empregos e a renda da população constatará que, a montante, onde é possível ver o fundo do rio, o fator político é que determina a poluição da água na foz. Não só na qualidade de políticos que perambulam pela República, mas, sobretudo, na quantidade de partidos que lhe dão guarida. Na origem de nossa tragédia, estão 32 partidos sedentos, recheados de filiados igualmente sedentos, aos quais nem os 39 ministérios e a infinidade de secretarias dão conta de atendê-los a contento.

    No caso do Poder Executivo, que abriga hoje a presidente eleita e mais impopular da história do Brasil, filiada ao partido mais atolado em denúncias de crimes de todos os tempos, falta tudo. Inclusive gente com juízo e que conheça o caminho que leve à saída de emergência.

    A frase que foi pronunciada
    “Precisar de dominar os outros é precisar dos outros. O chefe é um dependente.”
    (Fernando Pessoa)



    Por: Circe Cunha – Coluna: “Visto, lido e ouvido” – Ari Cunha- Correio Braziliense. Foto: Google

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