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  • sexta-feira, 21 de agosto de 2015

    TRIBUNAL DE CONTAS » Wasny desiste de candidatura

    "Nunca neguei que gostaria de ser conselheiro. Tenho uma longa trajetória na área de finanças. O tribunal está muito restrito a analisar licitações e aposentadorias"  (Wasny de Roure, deputado distrital)

    O petista abandonou o sonho de assumir o cargo de conselheiro do TCDF ao perceber que a concorrência seria vencida pelo colega Dr. Michel. Este só perde se a presidente da Casa, Celina Leão, se lançar na disputa

    A eleição para a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do DF (TCDF), que dá direito a um salário vitalício de R$ 30 mil, movimentou os bastidores da política local nesta semana. O distrital Wasny de Roure (PT) era um dos candidatos, mas desistiu, ontem, para evitar a iminente derrota contra o favorito, Dr. Michel (PP). O parlamentar do PP, contudo, ainda não pode cantar vitória. Além do histórico de reviravoltas em pleitos da Casa, o fato de aliados estarem incentivando a presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PDT), a entrar na corrida tem chance de alterar o cenário. A definição será na próxima semana, provavelmente na terça-feira.

    Além dos deputados que pretendem ir para o TCDF, o auditor de carreira do órgão Helton Linhares sonha com o cargo. Ontem, ele foi à Câmara protocolar a candidatura. Para concorrer, contudo, o postulante precisaria ser indicado por um parlamentar. Como Helton não tem apoio de nenhum deles, a inscrição será rejeitada pela Mesa Diretora da Casa. Segundo o auditor, a ideia de se colocar à disposição é chamar a atenção do cunho político do posto e das negociatas que ocorrem até a escolha do indicado. “Faz-se necessário romper com as práticas patrimonialistas das casas legislativas que tiram dos brasileiros a possibilidade de concorrer”, afirmou.

    A desistência de Wasny era esperada no meio político. Ele almeja o cargo desde 2012, quando perdeu a disputa no último dia para Paulo Tadeu. Desde então, ele tenta assumir a função vitalícia. Desta vez, esperava-se outra disputa acirrada. Dr. Michel, no entanto, cresceu no páreo com o apoio de Celina e conquistou rapidamente a preferência de pelo menos 15 colegas.

    O petista não escondeu a frustração por ter ficado de fora mais uma vez. “Nunca neguei que gostaria de ser conselheiro. Tenho uma longa trajetória na área de finanças. O tribunal está muito restrito a analisar licitações e aposentadorias”, criticou. Ele apontou o que deveria melhorar: “Seria necessário fiscalizar a questão fundiária, com manifestação e controle mais sistemáticos”. A esperança de Wasny para vencer a disputa era contar com a ajuda do chefe do Executivo local, Rodrigo Rollemberg (PSB), nas articulações. “Quem disse que nos apoiaria era o próprio governador, mas isso não aconteceu”, queixou-se. Nos bastidores, diz-se que o socialista não quis enfrentar o time liderado por Celina, de quem ele depende neste semestre para aprovar medidas capazes de aumentar a arrecadação do governo.

    A única chance de Michel não ser escolhido é no caso de a presidente da Casa entrar na disputa. Aliados próximos a Celina têm incentivado a distrital a concorrer. A pedetista tem 38 anos e ocupa um dos principais cargos da capital do país. Ela é nova para se aposentar, mas o cargo é bastante cobiçado. Paulo Tadeu e Renato Rainha são alguns exemplos de políticos promissores que deixaram a carreira para assumir o TCDF, com salário de R$ 30 mil, benefícios e aposentadoria com vencimento integral.

    O que diz a lei
    O artigo 82 da Lei Orgânica do Distrito Federal determina que a Câmara Legislativa é responsável pela escolha de quatro dos sete conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal. A vaga aberta após a saída de Domingos Lamoglia é uma dessas. O concorrente não precisa ser um deputado, mas no artigo 228 do regimento interno da Casa explicita-se que a indicação deve ser feita por partido político ou por bloco de parlamentares. Sem a chancela, as candidaturas não prosperam.


    Fonte: Matheus Teixeira – Guilherme Pera – Correio Braziliense 



    Cavalo arreado
    Dificilmente, uma chance de se tornar conselheira do Tribunal de Contas do DF será tão grande como agora para Celina Leão. Presidente da Câmara Legislativa, a pedetista desfruta de alta popularidade entre os colegas, tem o comando da Casa para negociar numa nova eleição à presidência e conta com a simpatia do governador Rodrigo Rollemberg (PSB). É como diz a sabedoria popular: o cavalo está passando arreado na frente de Celina. E não passará duas vezes.


    Candidatos avulsos não têm chance
    Todas as candidaturas para o Tribunal de Contas do DF que surgirem descoladas de deputados serão indeferidas pela Câmara Legislativa. A Casa vai usar o artigo 228 do Regimento Interno para justificar que apenas distritais ou partidos políticos podem registrar nomes na disputa. O tema deve virar embate na Justiça.


    Convencimento
    Madrinha da candidatura de Dr. Michel (PP), Celina terá de convencê-lo a desistir, caso decida mesmo concorrer à vaga no Tribunal de Contas do DF. Seria um dos raros casos em que o criador dá um nó na criatura.


    Articuladora
    Apesar do anúncio de independência em relação ao governo, Celina Leão tem sido uma aliada cirúrgica de Rodrigo Rollemberg. Em algumas articulações, ela se tornou fundamental, como no convencimento dos deputados distritais a abrirem mão de emendas individuais para destiná-las à saúde. Foi um pedido do governador que ela atendeu.



    Fonte: Ana Maria Campos – Coluna “Eixo Capital” – Correio Braziliense – (Fotos: Marcelo Ferreira/CB/D.A/Press)

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