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  • sexta-feira, 21 de agosto de 2015

    #URBANISMO » Memorial de Jango sai do Eixo Monumental

    "A concepção urbanística do plano de Lucio Costa não prevê edificações no Monumental, fora algumas exceções. Aumentá-las não é legal" Vera Ramos, vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico do DF.

    A polêmica obra em homenagem ao presidente deposto pelo regime militar teve fim com publicação de decreto no Diário Oficial. Especialistas elogiam a decisão final do governo, que agora acena com a construção em outro lugar do Distrito Federal

    A polêmica em torno da construção do Memorial Liberdade e Democracia Presidente João Goulart, no gramado central do Eixo Monumental, se encerrou com a decisão do Governo de Distrito Federal de anular o contrato firmado com o Instituto João Goulart, responsável pela obra. O parecer do Executivo foi publicado no Diário Oficial do DF de quarta-feira. A ideia de construir o monumento em homenagem ao presidente deposto em 1964 pela ditadura militar, no entanto, não foi descartada pelo governo. O GDF defende a permanência da obra do arquiteto Oscar Niemeyer na cidade e quer encontrar um novo lugar para o memorial.

    O Buriti aceitou a recomendação do Ministério Público de que havia falhas na forma em que o terreno, perto da Praça do Cruzeiro, foi doado

    O contrato com o instituto foi anulado com base na recomendação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), de acordo com a Secretaria de Cultura. A Promotoria de Defesa da Ordem Urbanística (Prourb) apontou falhas na forma como o terreno foi doado e a falta de análise jurídica de documentos do instituto. Em maio, os tapumes que cercavam a área, ao lado da Praça do Cruzeiro, foram retirados após acordo com o presidente da entidade, João Vicente Goulart, e o governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Como não havia projeto aprovado nem alvará de construção, o cercamento deveria ser retirado até decisão final do governo.


    Novo espaço
    O secretário de Cultura, Guilherme Reis, reconhece a polêmica em torno do projeto do memorial, mas reforçou o respeito com a figura de João Goulart. “Queremos que exista um memorial e acho que deve ser em Brasília. Rollemberg vai convidar os responsáveis pelo instituto para uma conversa e, talvez, destinar um novo espaço”, explicou. De acordo com ele, a área onde o monumento seria construído voltou à reserva do DF e só o Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan) poderá alterar a norma.

    Presidente do instituto, João Vicente Goulart disse estar surpreso com a publicação da Secretaria de Cultura. “Há 15 dias, a própria secretaria nos deu o direito do contraditório e respondemos em 48 páginas. Não fomos notificados de nada”, disse. Como não tem conhecimento sobre o teor da publicação do DODF, João Vicente informou que vai esperar ser comunicado para tomar alguma atitude.


    Para saber mais - Área para fins culturais
    O terreno destinado à construção do Memorial Liberdade e Democracia Presidente João Goulart pertencia ao Arquivo Público do DF na década de 1990. Havia textos e considerações que circulavam pela cidade dizendo que a área tinha sido doada para a construção de um memorial para ex-combatentes da Força Expedicionária Brasileira (FEB). Como nada foi construído no espaço nos últimos anos, em 2013, o governo cedeu a área para o Instituto João Goulart. O Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCub), retirado da Câmara Legislativa para ser revisado, permitia o loteamento para fins culturais da parte oeste do Eixo Monumental.


    Fonte: Thaís Paranhos – Mariana Laboissière – Correio Braziliense – (Fotos: Monique Renne/Esp. CB/D.A./Press – Instituto Jango Goulart/Divulgação)

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