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  • quarta-feira, 30 de setembro de 2015

    À QUEIMA-ROUPA: Rafael Prudente (PMDB) Deputado distrital eleito corregedor da Câmara Legislativa

    “Meu pai é um exemplo político para mim”

    Como foi a negociação para levá-lo à corregedoria?
    A corregedoria estava no nosso bloco, formado pelo PMDB e pelo PTB, exercida pelo deputado Dr. Michel. Quando ele foi para o Tribunal de Contas, o cargo ficou vago. Houve um entendimento de que poderia ser eu. É uma missão. Não fiz campanha para ser corregedor. 

    Você é filho e herdeiro político de um parlamentar, Leonardo Prudente, que teve de renunciar para não ser cassado durante os desdobramentos das denúncias da Operação Caixa de Pandora. Sente o peso desse episódio?
    Desde que comecei a campanha, quando fui para a rua, em momento algum fui questionado por ser filho do ex-deputado Leonardo Prudente. Tenho a minha própria cara, meus próprios projetos e a minha bandeira.

    Qual é a sua bandeira?
    A geração de empregos.

    Acha que ninguém lembra de que você é filho de Leonardo Prudente, o deputado das meias?
    Olha, se perguntarem se assumo a defesa dele, claro que assumo, porque o conheço bem. Mas esse episódio está judicializado. Se perguntarem para mim, estou do lado dele, claro que estou. Ele é o meu pai. Mas a Justiça é que vai decidir se ele é culpado ou inocente. Não entro nessas questões.

    Seu pai agiu errado ao receber dinheiro de urval Barbosa?
    Tenho por ele os olhos de um filho. Jamais o julgaria. Mas, se pudesse julgar, diria que é inocente.

    Ele é um exemplo político para você, ou vai seguir caminho próprio?
    Ele é um exemplo político para mim. Mas meu mandato não é a continuidade do dele. Ele tinha os projetos dele e eu tenho o meu trabalho. Meu eleitorado é mais carente. É o microempresário que quer crescer, é quem precisa de emprego. Olho mais para essas pessoas.

    Na condição de corregedor, será rigoroso ou acha que para abrir processo precisa de decisão judicial transitada em julgado?
    Cada caso é um caso. Não dá para fazer pré-julgamento. Se tiver fundamento, encaminho para a Comissão de Ética. Sou bem prático nesses casos. Os julgamentos na Câmara e na Justiça são instâncias diferentes. Mas um deputado não pode julgar com o coração.

    Fonte: Ana Maria Campos – Coluna “Eixo Capital” – Correio Braziliense – Foto: Minervino Junior/CB/D.A.Press


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