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  • domingo, 13 de setembro de 2015

    FALTA ALGUÉM PARA BOTAR ORDEM NO PLANALTO (OU A VOLTA DOS CAVALEIROS DE GRANADA)

    Carlos Chagas
    Solução para tirar o país da crise: cortar gastos e aumentar impostos, denominador comum defendido pelo governo inteiro. Unem-se todos, da presidente Dilma à equipe econômica, aos ministros, palacianos ou não, e à tecnocracia incrustada nos diversos órgãos de assessoramento do Executivo. Só que há mais de um mês não chegam a qualquer conclusão sobre onde cortar e que impostos aumentar.  Nessa hora, valem mais as conflitantes inclinações políticas e econômicas, somadas às idiossincrasias, à soberba e à inveja de cada um diante do conjunto.
    Madame promove reuniões diárias mas não se decide. Teme a opinião pública e o Congresso. Perde tempo, talvez nem saiba exatamente que iniciativas adotar. Falta coragem ao governo para enfrentar a queda. Melhor dizendo, falta um maestro capaz de conduzir a orquestra, como sobram músicos hesitantes e medrosos de aconselhar a dona do teatro.
    Nuns mais, em outros menos, mas em todos os governos, costumava-se observar a figura do coordenador, geralmente na chefia da Casa Civil. De Golbery do Couto e Silva a Leitão de Abreu, de Ronaldo Costa Couto a Henrique Hargreaves, de Jorge Bornhausen a José Dirceu, cada qual com seu estilo e sua sorte, exprimiram o papel aglutinador dos respectivos governos.
    Agora, não. Não há quem se credencie para botar ordem no palácio do Planalto, claro que interpretando a presidente. O resultado aí está. Mais uma reunião, ontem, talvez outra hoje. Para quê? Repetem o exemplo dos Cavaleiros de Granada de que falava Cervantes, aqueles que alta madrugada saíram em louca cavalgada, brandindo lança e espada. Para quê? Para nada…
    PERIGO REAL E IMEDIATO
    Utilizar o trabalho escravo das populações conquistadas foi uma das artimanhas de Hitler para conquistar o povo alemão. Às custas da vida de milhões de russos, franceses, tchecos, polacos e de outras etnias, deixaram-se envolver os arianos, julgando-se destinados a funções intelectualmente superiores. Viveram felizes por alguns anos, fingindo ignorar que seu desenvolvimento decorria da desgraça de outros povos. O sonho acabou, viram-se destroçados por ideologias diversas e comeram o pão que o diabo amassou, encerrada a guerra. Como culturalmente evoluídos, plenos de capacidade e força de vontade, bem como da ajuda de antigos inimigos, os alemães são hoje o que são: a nação mais evoluída da Europa, a economia mais desenvolvida.
    Sofrem, porém, os alemães, do mesmo germe do passado, ainda que sem os horrores do nazismo: vão receber 500 mil refugiados por ano, além dos  milhões que para lá acorreram nas últimas décadas. Estes ficam felizes por encontrar habitação e alimentação num mundo novo, fugidos da fome, da desgraça e até das guerras. Estão prontos para executar as funções subalternas. Mesmo recebendo salários no passado inexistentes, formam comunidades economicamente inferiores, submissas, desintegradas da população alemã, dedicada a ocupações superiores. Como foi um alemão que vaticinou repetir-se a História apenas como farsa, é bom tomar cuidado…


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