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  • quarta-feira, 23 de setembro de 2015

    "Farmácia Viva" distribui fitoterápicos em 22 unidades de saúde

                            Produtos podem ser obtidos gratuitamente pela população   

    Com um laboratório que chegou a produzir aproximadamente 25,5 mil fitoterápicos apenas em 2014, a Farmácia Viva da Secretaria de Saúde vem ampliando a distribuição de produtos em todo o Distrito Federal. São 10 remédios diferentes extraídos de sete plantas medicinais cultivadas nos canteiros da unidade, localizada no Riacho Fundo. A produção abastece 22 unidades de saúde, sendo a maioria delas postos e centros.

    “O xarope expectorante de guaco para gripe, resfriado e infecções respiratórias com muco ou catarro é o que tem maior saída. Apenas no início do mês produzimos 600 frascos. Esse é um produto que não pode faltar no estoque, porque o consumo é muito alto”, disse o chefe da Farmácia Viva, Nilton Luz Netto Junior, ao falar das versões do fitoterápico em chá medicinal e tintura.

    Na lista também estão o gel cicatrizante de babosa, pomada cicatrizante para pele de confrei, gel antisséptico de alecrim pimenta, para tratamento de infecções causadas por fungo e bactérias na pele, além da tintura do boldo nacional, com ação digestiva para mal estar estomacal.

    Há ainda outro fitoterápico de ação digestiva, retirado do funcho, que evita a formação de gases intestinais. Já com a erva baleeira, uma planta genuinamente brasileira, é possível fabricar a pomada e o gel anti-inflamatório para dores nos músculos e tendões. O remédio, que trata tendinite e outras doenças afins, é utilizado em conjunto com o aparelho ultrassom, que tem ação física, pelas equipes de fisioterapia da regional do Guará.

    O boldo nacional, o funcho e a erva baleeira são os únicos medicamentos padronizados e referenciados pela Secretaria de Saúde na atenção primária para as respectivas funções.

    “Oferecer o fitoterápico não como substituto, mas como única ou primeira opção da lista é muito positivo, porque possibilita o uso de um produto natural com menos efeitos colaterais, valorizando a biodiversidade e a baixo custo, em relação a alguns medicamento sintéticos”, avaliou Nilton.

    MITOS E ALERTAS -  Para quem não acredita na qualidade dos produtos fitoterápicos, as plantas utilizadas têm uso autorizado e eficácia comprovada pelo Ministério da Saúde e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que também determinam critérios para controle da qualidade para a linha de produção.

    “Atualmente, as práticas tradicionais são habituais para 80% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde. Com a oferta de fitoterápicos pela Secretaria de Saúde, estamos incentivando essa cultura”, disse.

    O cultivo, feito no Instituto de Saúde Mental do Riacho Fundo, é sem agrotóxicos e pesticidas, ou seja, de forma orgânica, nos próprios canteiros da Farmácia Viva, onde existem, no total, 50 espécies, entre elas, cajueiro, mastruz, alfavaca, sálvia e folha santa, que também são usadas para fazer remédio. Após o desenvolvimento adequado da planta, ela é desidratada para ser transformada em pó, o qual é utilizado para produzir o fitoterápico a partir de processos farmacêuticos. Os produtos são embalados com rótulo e organizados. “O xarope de guaco vale por um ano lacrado e, após aberto para o uso, precisa ser consumido em 10 dias”, citou o farmacêutico.

    Embora a eficácia seja comprovada, o farmacêutico destaca que é necessário ficar alerta ao uso. “Não se pode usar plantas sem a devida orientação. Algumas podem se tornar um veneno quando não utilizadas corretamente. Só no Brasil temos três plantas totalmente diferentes conhecidas como boldo. Nós usamos o boldo nacional. Tem que ser a planta correta e o uso adequado”, observou.

    Outro exemplo citado por ele foi o confrei, que só pode ser usado externamente, não pode ser ingerido. “Ele contém constituintes tóxicos ao fígado. Por isso, é necessário a indicação correta”, disse.

    Para quem quiser saber mais, tanto a população quanto estudantes podem fazer visitas agendadas enviando e-mail para farmaciaviva.df@gmail.com. Por esse endereço, também é possível se cadastrar para receber informações. 

    DISTRIBUIÇÃO – Atualmente, a cobertura da Farmácia Viva no Distrito Federal chega a 25%, com a inserção recente de mais um centro de saúde, o número 3 de Samambaia, na lista de unidades beneficiadas. A perspectiva é que este ano a produção cheque a 30 mil produtos.

    “Em Samambaia, atingimos 75% de cobertura, já que este é o terceiro, de quatro centros, cadastrado para receber os fitoterápicos, contabilizou o profissional, ao destacar que é mantido um estoque mínimo de todos os fitoterápicos para garantir a distribuição em quantitativo suficiente às unidades cadastradas.

    Segundo ele, para ter acesso, é necessário ter receita médica. Farmacêuticos, dentistas, médicos e enfermeiros podem prescrever.

    Confira abaixo as unidades cadastradas pela Farmácia Viva:
    · Brazlândia – Centro de Saúde 1
    · Gama – Centros de Saúde 5 e 2
    · Taguatinga - Centros de Saúde 4 e 5
    · Sobradinho – Centro de Saúde 3
    · Bandeirante – Centro de Saúde 2
    · Guará – Centros de Saúde 3 e 1 (utilizam o gel da erva baleeira na fisioterapia)
    · Samambaia – Centros de Saúde 2, 3 e 4
    · Santa Maria – Hospital Regional (utiliza o gel da erva baleeira na acupuntura)
    · São Sebastião -  Equipe Estratégia Saúde da Família e Centro de Saúde 1
    · Recanto das Emas – Clínica da Família 2 e Centro de Saúde 2
    · Riacho Fundo 1 – Instituto de Saúde Mental e Centro de Saúde 3
    · Candangolândia – Centro de Saúde 1
    · Riacho Fundo II – Centro de Saúde 4
    · Asa Sul – Hospital Dia



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