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  • quarta-feira, 9 de setembro de 2015

    Governo de Brasília dá início as obras do "Hospital da Criança", marco que ficará na história


    Recadinho para...

    ... a secretaria de Saúde do DF Brasília precisa muito de um hospital só para crianças. Que seja planejado especialmente para os pequenos, que lotam as dependências dos hospitais da rede pública. Misturados com adultos, sem aparelhagem específica para eles, ao lado de todo tipo de doença, transitam pelos elevadores (quando funcionam ), com pacientes portadores de várias enfermidades, com carrinhos que transportam alimentação e remédios, visitantes que chegam da rua, correndo todo tipo de risco de contaminação. Está em estudos um projeto da Abrace para a construção do Instituto de Pediatria Terciária do Distrito Federal, com ênfase no setor de diagnóstico e tratam entodo câncer infantil. Aplaudimos a ideia que visa mobilizar o terceiro setor, que contará com a participação da sociedade na concretização da importante realização. Seria bom que colocasse essa questão como prioridade. Brasília merece um Hospital da Criança. A final, é a capital da República!

    Assinatura solene do termo de doação do terreno destinado à construção do Hospital da Criança de Brasília, diante da "maquete da época"


    Foram dias, meses e anos de luta. De otimismo, de vontade de ver, em Brasília, um hospital construído e dedicado inteiramente às crianças.


    Misturadas ao sexto e sétimo andares do Hospital de Base de Brasilia — HBB — o berçário e cirurgia pediátrica, e a Unidade de Pediatria, não eram o local adequado para o tratamento de crianças acometidas de vários tipos de patologias, crônicas e complexas, entre elas o câncer infantil, sem equipamentos de imagens ou recursos laboratoriais exclusivos.

    Pedidos aos políticos, trabalho exaustivo de conscientização. Promessas. Esperança, frustração. Uns a favor, que pareciam entender a filosofia do processo e do pedido, outros politicamente contra, deixando a competição e a vaidade falarem mais alto.

    Outra gestão, outra expectativa caída por terra e o hospital não saia do sonho daqueles que, médicos, sabiam muito bem o quanto era necessário para todo o Distrito Federal, um hospital só para crianças e adolescentes, a exemplo do que já acontecia em outras capitais brasileiras e no mundo.

    Governo vai, governo vem, até que uma promessa pareceu consistente e merecendo crédito: o então governador, tocado pelos argumentos, discursos e apresentações perfeitas da verdadeira necessidade de oferecer a Brasília um hospital infantil, fizeram com que o ânimo despertasse novamente no coração e na cabeça daqueles que nunca deixaram de alimentar esse sonho.

    Corria o ano de 2003. Esta coluna, recém-estreada, dando os seus primeiros passos e já com o firme propósito de ajudar a alavancar os projetos adormecidos ou até mesmo esquecidos, se juntou à Abrace - Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias-, se aliou à sua incansável presidente, Ilda Peliz, à diretoria, aos médicos e, de peito aberto, partiu também para a luta.

    A coluna tinha, naquela época, umas seções que batizamos de “Recadinho” e “Aplauso”. Nelas, reavivávamos a memória daqueles que prometiam e se esqueciam, fazíamos sugestões e alertas sobre as necessidades prementes da cidade e da comunidade, estimulávamos a população a aprender a cobrar os seus direitos ou a cumprir os seus deveres, entre outras coisas, todas de igual seriedade e importância.

    Foi então que, diante do hiato entre a promessa de doação do terreno para a construção do sonhado hospital só para crianças e o silêncio que sempre acontece nesses casos, mandamos então o “Recadinho” histórico ao então Secretário de Saúde, publicado em 19 de abril de 2003.

    Em poucos dias, eis que foi marcada a data da assinatura do termo de doação do terreno, o que aconteceu sob um toldo no meio do nada (foto), com o governador, o secretário, alguns poucos convidados e a diretoria da Abrace, que assinaram o termo de doação à Abrace por 20 anos.

    Iniciou-se, então, com a chegada de Mariza Campos Gomes da Silva, uma verdadeira batalha para conseguirmos a construção da primeira etapa do Hospital do Câncer Infantil de Brasília.

    O casal, José Alencar e Mariza, não mediu esforços para levar a termo tamanha empreitada. Festas, chás, desfiles, eventos culturais, reuniões beneficentes em casa de amigas de Mariza, tornaram-se rotina na vida dos brasilienses.

    Como se não bastasse, as amigas e empresários de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, convocados por ela, mais a Ronald McDonald, que desde 2000 dirige a renda do McDia Feliz de Brasilia à Abrace, com um total de R$ 5 milhões, mais a ajuda da comunidade que também aderiu à luta.

    Entrou, então, o Banco do Brasil, sempre presente, com uma ajuda de R$8 milhões para a construção estando sempre par e passo com as necessidades da instituição que, mesmo ainda com apenas o primeiro bloco inaugurado, é recordista de atendimento a pacientes de todas as partes do Brasil, como todos podem ver no site da Abrace.

    Em 23 de novembro de 2011, Brasília viu seu tão necessário Hospital do Câncer Infantil ser inaugurado e, por uma questão de justiça, ser batizado com o nome de seu maior benfeitor, José Alencar, que o destino não permitiu que pudesse estar conosco e compartilhar daquilo para o que ele e sua Mariza tanto se empenharam.

    Com um modelo de gestão diferente, o Bloco I do hospital foi inteiro construído com a ajuda da comunidade e de doações, como dito acima, e administrado pelo governo do Distrito Federal.

    Para maior satisfação de todos, apresentados ao GDF pela Abrace, entrou no circuito a World Family Organization - WFO - uma organização não governamental francesa, mantida pelos países mais ricos do mundo, que doou todo o Bloco II, assumindo todas as despesas de containeres, transporte naval dos mesmos, equipamentos e custos da obra, perfazendo um total de R$20 milhões.

    "Hoje, será um dia muito especial para toda a cidade, para a medicina e o atendimento a crianças e adolescentes portadoras de câncer e hemopatias."

    Às 11h, no canteiro de obras, será dada a partida para a construção do Bloco II. Estarão presentes os representantes do Governo do Distrito Federal, da Abrace, da WFO, do Banco do Brasil e da Ronald McDonald, do dedicado corpo clínico do hospital, da diretoria e do Icipe - Instituto do Câncer Infantil e Pediatria Especializada - para, juntos, assistirem à concretização daquilo que os anos não conseguiram arrefecer os ânimos e a vontade de entregar ao Distrito Federal, o tão sonhado hospital dedicado às crianças.

    Uma prova de que, quando querem, com honestidade, ética, muito trabalho, transparência e credibilidade, os objetivos são certamente atingidos.

    "Uma data que, sem a menor sombra de dúvida ficará marcada na história de Brasília."


    Por: Jane Godoy – Coluna 360 Graus – Correio Braziliense – Foto: Ronaldo de Oliveira/CB/D.A.Press

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    Rollemberg deu início as obras do Hospital das Crianças


    Nesta quarta-feira (9), o governador Rodrigo Rollemberg deu início às obras de ampliação do Hospital da Criança de Brasília José de Alencar. Para celebrar a construção do Bloco II, será enterrada uma cápsula do tempo. Dentro dela, o convênio firmado para a realização da obra, mensagens escritas pelos servidores do hospital e pacientes e uma foto do evento. No Hospital da Criança, também foi criado um mural para que as pessoas deixem suas mensagens.

    Com o novo bloco, que terá 22 mil metros quadrados, Brasília será referência no Centro-Oeste em transplantes infantis, tratamento de doenças do sangue e câncer. A estrutura contará com 202 leitos, sendo 164 para internação e 38 para UTI. O bloco não terá consultórios e será destinado somente à internação. A grande vantagem é que a criança, se tiver a necessidade de internação ou cirurgia, não precisará voltar aos hospitais da rede. No próprio Hospital da Criança, ela será atendida e encaminhada à internação. Atualmente, o hospital tem 22 leitos.

    A rede pública tem 576 leitos gerais (clínicos e cirúrgicos), e o Hospital da Criança abrirá 164, o que significa aumento de 28%. Em relação aos leitos de UTI pediátricos, há 64 na rede e serão criados outros 38 no Hospital da Criança. O aumento é de 59% nessa modalidade.

    O governo de Brasília tem participação financeira de 80,2% na obra, o que equivale a R$ 82 milhões. O valor também será utilizado para aquisição de equipamentos, mobiliário e hotelaria. A Organização Mundial da Família entrará com o restante do valor. A previsão de entrega é 30 de dezembro de 2016.



    Local: Hospital da Criança de Brasília José de Alencar - SAIN Lote 4-B, S/n (ao lado do Hospital de Apoio) - Asa Norte

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