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  • quinta-feira, 24 de setembro de 2015

    #PARTIDOS » Um trator chamado Rede

    A Rede, de Marina Silva, terá papel de protagonismo nas eleições de 2018, com a possibilidade de um candidato a governador

    Nova sigla pode entrar na Câmara Legislativa com quatro deputados distritais e beneficiar o governador Rodrigo Rollemberg, que apoiou a criação do legenda idealizada por Marina Silva. Adesões vão ocorrer nos próximos 30 dias

    O registro da Rede Sustentabilidade, partido idealizado pela ex-senadora Marina Silva, vai mudar a composição da Câmara Legislativa do Distrito Federal e beneficiar o governador Rodrigo Rollemberg, aliado do grupo. A nova legenda, liberada na noite da última terça-feira pelo Tribunal Superior Eleitoral, deve nascer com a maior bancada do legislativo local: integrantes do grupo apostam na filiação de até quatro deputados distritais. A criação da sigla ocorre em um momento delicado para o governador, que busca apoio à aprovação do pacote proposto para tirar o DF da crise financeira. O socialista acompanhou a sessão do TSE que deu aval à legenda em demonstração de apoio.

    Pela legislação eleitoral, o registro de um novo partido abre uma janela de 30 dias para a troca de legendas sem risco de cassação do mandato por infidelidade partidária. As mudanças devem ocorrer no fim desse prazo e, até lá, haverá muita negociação. Além da questão programática, os políticos do DF fazem contas para avaliar as chances de eleição na nova legenda.

    O distrital Chico Leite seria um dos petistas a deixar o partido e seguir para a nova legenda

    Entre as apostas de filiações ao novo partido está o deputado distrital Chico Leite (PT). A ex-senadora Marina Silva ligou para o parlamentar na noite de terça-feira, logo depois da liberação do registro, e voltou a convidá-lo para integrar a Rede. Chico tem conversado muito com Pedro Ivo Batista, coordenador da Rede no DF e futuro porta-voz do partido na capital federal. Mas o anúncio só deve ocorrer no fim de outubro.

    Outra perda do PT deve ser o distrital Cláudio Abrantes — que era suplente e assumiu o mandato no mês passado, na vaga de Dr. Michel. Desde antes da posse, ele vem conversando com o grupo de Marina Silva e recebeu convite formal para ingressar na Rede Sustentabilidade. “Nas primeiras conversas, eles me apresentaram o projeto, o estatuto e a organização partidária. Agora, que o partido está formalmente registrado, será preciso sentar novamente para discutir o assunto. Eu e meu grupo político vamos analisar isso juntos”, explica Cláudio Abrantes.

    O pedetista Joe Valle, que se elegeu como representante da Rede antes mesmo da criação oficial do partido, tem sido pressionado por aliados a fim de se filiar ao partido de Marina Silva. Em 2013, ele trocou o PSB pelo PDT já de olho na criação da Rede, mas ainda não decidiu se vai mesmo migrar para a nova legenda. “Participo desse processo desde o início porque acredito na filosofia do movimento. Fui muito bem acolhido no PDT, mas tenho muita vontade de estar na Rede, porque sou Rede”, justifica Joe Valle. “Vou consultar os coletivos que estão comigo no meu mandato, mas 80% deles querem que eu vá para a Rede”, acrescenta o deputado distrital. Joe é cotado para assumir uma secretaria no governo, que vai reunir, entre outras áreas, os setores de agricultura e trabalho.

    Grande bancada
    O PT tem, hoje, a maior bancada da Câmara Legislativa, com cinco deputados, mas deve perder dois integrantes para a Rede. O PDT está com três representantes na Casa e pode perder Joe Valle. O quarto possível nome é o da deputada distrital Luzia de Paula, atualmente no PEN. A mudança de partido da parlamentar interessa também a Rodrigo Rollemberg, que ganharia mais uma aliada na Câmara Legislativa. Luzia nega a negociação, mas vem conversando com representantes da nova sigla.

    Um dos principais aliados de Marina Silva no DF, o senador Reguffe (PDT) não tem pressa para decidir se migra ou não. Como foi eleito para um cargo majoritário, ele pode se filiar ao partido a qualquer momento, e não só na janela de 30 dias definida pela legislação eleitoral. Reguffe conversou com Marina após o registro do novo partido e, independentemente de filiação, ele será um importante parceiro da Rede em Brasília.

    Nas eleições de 2018, a nova sigla deve ter papel de protagonismo. Se a Rede nasce como aliada de Rodrigo Rollemberg, no próximo pleito não está descartada uma candidatura de Chico Leite ao Senado ou até mesmo ao governo. Se oficializar a filiação, Joe Valle será uma das apostas do partido de Marina para concorrer à Câmara dos Deputados.

    Memória: Idas e vindas de uma sigla
    Em outubro de 2013, o Tribunal Superior Eleitoral rejeitou o registro da Rede Sustentabilidade, o que impediu a participação da sigla nas eleições de 2014. Por seis votos a um, a Corte barrou o partido com o argumento de que faltaram assinaturas de apoio para a criação da legenda. O único ministro a votar a favor do registro da Rede foi Gilmar Mendes. Os outros seis se posicionaram contra a criação do partido de Marina a tempo de participar do pleito de 2014. Depois da negativa, Marina Silva surpreendeu o meio político com sua filiação ao PSB. À época, o nome do partido para concorrer à Presidência era Eduardo Campos. Só em abril de 2014, seis meses depois da filiação, Marina Silva confirmou que seria vice de Campos na corrida ao Planalto. Com a morte dele, em agosto do ano passado, Marina decidiu concorrer à Presidência, mas não chegou ao segundo turno. Desde então, os apoiadores da ex-senadora concluíram o processo de coleta de assinaturas, o que culminou com o registro da Rede.

    Fonte: Helena Mader – Correio Braziliense – Fotos: Monique Renne/CB/D.A.Press – Carlos Moura/CB/D.A.Press

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