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  • sábado, 19 de setembro de 2015

    Só um golpe salva o PT

    Não é à toa que dia sim, outro também, petistas vivem a bradar palavras de ordem contra possível “golpe” para tirar Dilma do governo. Na verdade, é um apelo, quase um grito de misericórdia, para que a oposição caia na provocação e cometa essa inconsequência. Hoje, o partido agoniza em praça pública em decorrência direta dos próprios “malfeitos” que perpetrou ao longo de mais de 12 anos de governo.

    Rejeitado e impopular como nunca antes na história deste país, o PT teme sair estraçalhado das urnas nas eleições do ano que vem. Mas não, claro, se tiver a mãozinha de algum aloprado que abrevie a agonia da presidente. Renunciar pega mal. Mas, sabem bem os petistas, é preciso, urgentemente, jogar essa herança maldita, urdida por Lula e Dilma, nas costas de um sucessor qualquer.

    Como num passe de mágica, quem assumir o país quebrado logo passará de Cinderela a Geni. É tudo o que Lula gostaria. É tudo o que o PT quer. No mesmo dia, eles iniciariam o marketing da redução de danos, deixando o papel de vilões para se transformar em “vítimas de golpe das elites”. Estaria ressuscitada a campanha do “nós contra eles”. Ricos seriam acusados de derrubar “o governo que mais fez pelos pobres na história do Brasil”. Duvidam que a encenação prospere?

    Hoje, sem rumo, o PT — que chegou ao Planalto com o discurso de que “não rouba, nem deixa roubar” — paga um justo preço pela traição à agenda ética; pelas veias abertas da roubalheira institucionalizada que as investigações da Lava-Jato expuseram e ainda expõem na Petrobras; pela prisão de dirigentes do partido acusados de envolvimento na rapina; pela incompetência em fazer reformas estruturais mínimas capazes de levar cidadania a todos os estratos sociais da população. Sim: bolsa distribui renda e rende voto. Mas só isso basta?

    Sem um “golpe” para salvá-lo, o populismo petista cava o próprio buraco. Chega ao fim sem nunca ter feito nada para alçar a educação à prioridade nº 1 da República. O slogan “Pátria Educadora” é uma vergonha: no país, só 11% dos alunos de escolas públicas que concluem o 3º ano da educação fundamental têm o nível ideal de leitura. Pior, os avanços sociais, talvez a única iniciativa louvável do partido, já começam a ser destroçados pelo próprio governo em meio à crise que o devora — e também a todos nós — sem dó, nem piedade.

    Por: Plácido Fernandes Vieira - Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Google/Blog

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