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  • terça-feira, 15 de setembro de 2015

    Trincheiras da cidadania expostas

    "O que você prefere: "Antes tarde do que nunca!" - ou, "Agora é tarde, Inês é morta!" - ou, "Em Roma seja como os romanos." - ou, "Devagar nunca se chega!" - ou, "Em terra de cego quem tem um olho é caolho"?!?" 
    (Comentário do Blog - Google)
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    "Trincheiras da cidadania expostas"
    Por: Circe Cunha

    Quando, na agonia em se transformou a atual administração federal, o governo anuncia solenemente que “vai cortar na própria carne”, não tenham dúvidas: a carne será a sua. Todavia, não há o que temer. O escalpe retirado dos cidadãos será feito com talheres de prata. Para isso, o Palácio do Planalto já destinou R$ 215 mil para a compra desses utensílios, por meio de pregão eletrônico que acontece hoje. O instituto que permite ao governante da hora escolher seu sucessor, como se o poder fosse hereditário, custa os olhos da cara para os brasileiros.

    Reza a lenda que o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia quebrou o Banespa, então o maior banco da América Latina, apenas para eleger Luiz Fleury, seu continuador no Bandeirantes. Hoje, essa façanha parece coisa pequena, comparada ao que foi feito com o país, quando Lula resolveu instalar seu poste para iluminar o Brasil. A conta ainda não fechou e talvez leve ainda uma geração inteira até que se conheça, ao certo, o quanto custou aos brasileiros a estratégia clarividente.

    A nova derrama em impostos que será anunciada para acudir as contas públicas, carece, contudo, de detalhe essencial que lhe concede legitimidade oficial: a credibilidade. Perdido em algum canto do espaçoso palácio, esse item fundamental retira dos governantes a autoridade moral para administrar o país e, sobretudo, cobrar tributos. O salto dado nos valores da folha de pagamento da máquina inchada passou de R$ 75 bilhões, 10 anos atrás, para R$ 240 bilhões. Atualmente, diz muito, mas não o suficiente para que se entenda o passivo relegado à sociedade pelo Estado. A renovação da frota de carros do Legislativo por carros de alto luxo também é um detalhe nessa conta. Como é detalhe ainda os R$ 300 milhões gastos em auxílio-moradia para os magistrados.

    De detalhe em detalhe, a ferida aumenta e a hemorragia idem. O preço pago pelo sonho de o país de conquistar assento no Conselho de Segurança da ONU ainda não foi contabilizado também. Da mesma forma, não será agora que os cidadãos conhecerão o quanto custaram para a nação o silêncio e a omissão de entidades como OAB, ABI, CNBB, UNE e outras do gênero que, outrora, eram conhecidas pela importância que tinham como trincheiras da cidadania. Essa, sem dúvidas, não tem preço.


    A frase que foi pronunciada
    “Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de ter roubado!”
    (De Rui Barbosa para os corruptos)


    Fonte: Circe Cunha – Coluna: “Visto, lido e ouvido” – Ari Cunha – Correio Braziliense – Foto/Ilustração – Google - Blog

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