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  • domingo, 18 de outubro de 2015

    À QUEIMA-ROUPA: Leany Lemos, secretária de Planejamento do GDF

    Leany Lemos, secretária de Planejamento

    O que muda com a fusão das áreas de planejamento e gestão administrativa?
    Teremos um enorme desafio de gerenciar o cotidiano e, ao mesmo tempo, não perder o foco no longo prazo. Gerenciar ao mesmo tempo contratos, pessoas, o orçamento, a captação de recursos e, especialmente, a estratégia. Teremos uma estrutura mais enxuta, mas não perderemos qualidade do trabalho. Há uma equipe valorosa na Secretaria. Será um bom desafio, e fico feliz com a confiança do governador.

    A junção das áreas vai transformá-la em um dos nomes mais poderosos do governo. É preocupante virar um alvo de pressão dentro do Buriti?
    No meu entender, supersecretarias são a de Educação, Saúde, Segurança Pública, Mobilidade, Infraestrutura. Elas cuidam do que é o fim mesmo do Estado, ao servir diretamente à cidade e à população. Os adjetivos podem variar, mas isso é o olhar do interlocutor, não o meu pessoal ou o do governo. É subjetivo. Quanto à pressão, posso dizer o mesmo: todo secretário é alvo de pressões, de diversas fontes ou intensidade. Há a pressão interna que todos temos, de bem servir; há a pressão da rua; há a pressão de interesses; há a pressão da mídia. Faz parte.

    O corte de 20% dos comissionados passará a ser responsabilidade da sua pasta. Vai ser possível cumprir a meta?
    É preciso lembrar que o corte de 20% nas despesas com cargos comissionados e funções de confiança é uma determinação da Constituição Federal para os entes públicos que ultrapassarem os limites estabelecidos pela LRF. O corte é, assim, responsabilidade de governo. Cada Secretaria o fará dentro das possibilidades que permitirão seu bom funcionamento e, ao mesmo tempo, dar-lhe mais eficiência. O papel da nossa pasta é apontar diretrizes e, de certa forma, operacionalizar.

    Teme virar alvo dos servidores grevistas?
    Entendo que as greves não são contra as pessoas, mas representam a defesa de uma pauta específica, como em qualquer democracia. E pautas podem ser conflitantes em alguns momentos, seja por divergência de princípio, seja por impossibilidade de atender a demandas. No momento, vivemos o segundo caso. Integro um governo que entende o papel de movimentos sociais,de grupos organizados, dos sindicatos. E estamos abertos ao diálogo, inclusive com a participação direta do próprio governador. Isso não é a norma.

    Acha que o governo vai conseguir pagar os reajustes? Quando?
    Colocar uma data, neste momento, seria complicado — significaria fazer promessas sem condições efetivas de cumpri-las. Quando houver recursos, os aumentos serão, certamente, concedidos. Não há dúvida disso.

    É possível cortar mais, ou o governo já chegou ao limite?
    O governo reduziu 49% de cargos de livre provimento em janeiro, um total de 4.500 cargos.  Economizamos mais de 800 milhões em despesas discricionárias: reduzimos 90% do gasto com publicidade, passagens, diárias.  Devolvemos 654 veículos alugados, reduzimos1,04 milhão de litros de combustível e 22,7 milhões em aluguéis. À medida que seguimos, vai ficando mais difícil.

    Quando o governo deve sair do limite da LRF e voltar a contratar?
    Por lei, nós temos dois quadrimestres para baixar os gastos com pessoal e sair da LRF. Será o momento de avaliar. Mas terá de ser uma das ações do governo, num ambiente equilibrado. Grande parte dos servidores do quadro se aposentam nos próximos anos, e será preciso repor a força de trabalho.

    As perspectivas orçamentárias para 2016 são sombrias?
    Sou uma pessoa otimista, embora saiba que o contexto nacional não é favorável e o local sofrerá. Mas teremos uma casa mais arrumada. Como diz o ditado — o único lugar onde sucesso vem antes do trabalho é no dicionário. É continuar trabalhando duro. Vai dar tudo certo.

    Fonte: Ana Maria Campos – Coluna “Eixo Capital” – Correio Braziliense – Foto: Ed Alves/CB/D.A.Press

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