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  • terça-feira, 27 de outubro de 2015

    Até a verdade na boca do mentiroso vira mentira: "Resumo da ópera"

    Neste exato momento, a certeza geral é de que a permanência de Eduardo Cunha à frente da Câmara dos Deputados não vale três tostões furados. Outra certeza de momento é de que, mesmo faltando três anos para terminar o mandato, a presidente Dilma Rousseff é uma pata manca. Do mesmo modo, outra certeza a esta altura dos fatos, é de que boa parte daqueles políticos que viviam à sombra do Planalto, apoiando o governo em troca de pixulecos variados, está com os dias contados para seguir à degola da cassação.

    Na outra ponta, lá em Curitiba, acelerando os trabalhos de coleta de depoimentos dos réus que aderiram à delação premiada, a lista dos sugadores da outrora maior empresa brasileira está prestes a ser encerrada e não será surpresa se, finalmente, surgir o nome dos peixes graúdos. Com o nome completo dos cabeças do esquema aparecendo para o público, ou não, o fato é que pela teoria do domínio dos fatos, sacada durante o julgamento do mensalão, e possivelmente reintroduzida novamente, toda a cúpula atual no comando da República está em maus lençóis. Ou melhor, a população, que já amarga com o derretimento da economia, é que, efetivamente, está em maus lençóis.

    Haverá saída pacífica para esta tremenda crise do Estado? Executivo e parcela significativa do Legislativo estão com as mãos sujas de óleo e lama e, do ponto de vista tanto da Carta Magna quanto do cidadão eleitor, já não possuem condições morais, éticas e seja mais lá o que for para administrar o Estado.

    Com o esvaziamento do poder central, por absoluta falta de lideranças probas, o fantasma sem cabeça da República ronda a Praça dos Três Poderes com a foice afiada. Nesse resumo da ópera, falta verificar a real valia da Justiça Eleitoral. Será possível a sobrevida de siglas partidárias que se transformaram em verdadeiros receptáculos de recursos surrupiados da nação?

    Por que dar tratamento diferenciado para quadrilhas que fraudam concursos e exames públicos, inclusive retroagindo no tempo e suspendendo nomeações de quem comprou gabaritos a peso de ouro e não punir, com o mesmo rigor, partidos que usaram dinheiro desviado de propinas para bancar os milionários gastos de eleição?

    Democracia política exige pelo menos partidos e agremiações partidárias limpas e transparentes. É possível a construção de uma democracia pluripartidária, com partidos corrompidos? São questões que precisam de respostas imediatas, pois a nação não pode esperar mais. Resumindo ainda mais o libreto dessa ópera: quando é que esses personagens vão cair em si e sair de cena em debanda ligeira?

    ******

    A frase que não foi pronunciada
    “Até a verdade na boca do mentiroso vira mentira.”
    (Eleitor boquiaberto com a sequência de declarações de políticos)

    Por: Circe Cunha – Coluna “Visto, lido e ouvido” – Ari Cunha – Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog-Google

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