• INÍCIO
  • CONTATO
  • MÍDIA KIT
  • ANUNCIE NO BLOG
  • COMENTÁRIOS
  • MAPA DO BLOG
  • quarta-feira, 28 de outubro de 2015

    #BAIRRONOROESTE » Morador quer pagar por estrutura

    Inspirada na Câmara da Barra da Tijuca, no Rio, entidade pretende melhorar as condições do Noroeste

    Líderes comunitários se unem a comerciantes e donos de construtoras e criam a primeira Câmara Comunitária do DF. Ideia é trazer soluções ao novo setor habitacional, com dinheiro privado, para instalação de equipamentos públicos

    Moradores, comerciantes e empreiteiros atuantes no Setor Noroeste lançam, hoje, a primeira Câmara Comunitária (CCN) do Distrito Federal. Trata-se de uma força-tarefa para tentar fazer melhorias no bairro, ainda sem equipamentos públicos, como delegacia ou hospital, semáforos e placas de trânsito. Os envolvidos no projeto prometem trazer soluções para a região, usando financiamento particular. No entanto, há a necessidade de receber autorização do governo local. A ideia é interagir com o Executivo e o Legislativo, em busca de rapidez no desenvolvimento da localidade, anunciada como o primeiro bairro ecológico do país e com 8 mil habitantes, mas previsto para receber até 40 mil.

    A CCN é inspirada na Câmara da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, onde um grupo do Noroeste foi buscar inspiração, no começo do ano. A entidade brasiliense pretende levantar fundos para fazer as benfeitorias conforme o anunciado no lançamento do projeto habitacional, com direito a iluminação de LED e coleta seletiva a vácuo — que transforma lixo em fonte de energia. Segundo o presidente da CCN, Antonio Custódio Neto, “houve promessas políticas sobre os serviços, mas nada foi feito até agora. Por isso, quem vive ou trabalha no endereço não pode ficar parado”. Ele e a família moram no Noroeste desde 2012. “Viemos ocupar o terceiro apartamento do bairro. Ainda aguardo as melhorias”, ressalta.

    Há 40 prédios residenciais prontos no Noroeste. Além deles, existem edifícios mistos ou totalmente comerciais. “São essas pessoas (os moradores e os comerciantes) que fazem parte da Câmara. Queremos ser um canal de interlocução entre a comunidade e o governo”, garante Custódio. Os investimentos para as obras sairiam do bolso dessas pessoas, e não do GDF. “Não é nossa intenção pedir dinheiro ao governo. Queremos trazer soluções para o bairro que sonhamos em morar”, destaca o presidente da CCN.

    Estreitando as relações com o GDF, ficaria mais fácil conseguir a construção de uma unidade policial específica para a região, por exemplo. “Dei um apartamento ao meu filho e a mulher dele, depois do casamento de ambos. A filha deles nasceu e nada de mudança. Não querem viver onde não há policiamento”, reclama o empresário Jair Mendonça, 71. As demandas do Noroeste são atendidas pela 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), que fica em frente ao Noroeste. Outra observação do aposentado é o Parque Burle Marx, previsto para abrir dois anos atrás. “Nem isso ficou pronto. Não há opção de lazer pelas imediações”, conclui Mendonça.

    Drenagem
    O presidente interino da Associação dos Moradores do Noroeste, Luiz Bringel, resume a participação da entidade na CCN citando o ditado popular: “A união faz a força”. De acordo com ele, “existe grande expectativa sobre o que pode ser feito”. Atualmente, pelo menos dois pontos do Noroeste estão sendo reestruturados pela Terracap. “Estão arrumando áreas verdes e trabalhando na drenagem pluvial. Mas isso demorou a acontecer. Queremos agilizar o processo e desenvolver a área”, acrescenta.

    O presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF), Paulo Muniz, vê a iniciativa como “algo comunitariamente positivo”. “Falamos de um marco para a cidade, porque o interesse da CCN abrange tanto o setor produtivo quanto a sociedade. Todo mundo sai ganhando, pois defendemos ideias compartilhadas”, explica.

    Para a representante dos comerciantes do bairro, Paula Figueiredo, o aumento nas linhas de ônibus é a maior reivindicação. “Seria um adianto, porque o transporte acaba às 18h. Tenho um empório, cujo horário de fechamento é à meia-noite. Preciso levar os funcionários diariamente à W3 Norte, pois é a única maneira de eles voltarem para casa”, reclama.


    Fonte: Bernardo Bittar – Foto: Daniel Ferreira/CB/D.A.Press – Correio Braziliense

    Nenhum comentário:

    Postar um comentário

    imagem-logo
    © Blog do CHIQUINHO DORNAS 2012/2016 Todos os direitos reservados.