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  • sábado, 17 de outubro de 2015

    CARLOS CHAGAS: “VEM NIMIM QUE EU TÔ VENDIDO”. – “NUM POSSO, EU TAMBÉM TÔ”

    Por: Carlos Chagas
    No cipoal de contradições que paralisa a visão na Praça dos Três Poderes, destaca-se comentário feito pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha: “não há a menor chance de o impeachment ser deflagrado agora”. Nem agora nem nunca, porque tramitou nos bastidores e já chega a constituir-se em compromisso o conluio entre o governo e a Câmara para preservar os mandatos da presidente da República e do dirigente parlamentar.
    O sempre respeitado ex-vice-presidente Marco Maciel costuma contar episódio do folclore pernambucano. Dois times do interior disputavam acirrada partida de final de campeonato, valendo tudo para a conquista da vitória, inclusive suborno de jogadores. Aos 45 minutos do segundo tempo havia empate, quando num golpe de sorte o centro-avante de uma das equipes vê-se sozinho com a bola, próximo da área do adversário. Bastaria avançar no rumo da meta e marcar. Quando começa a correr, grita para o goleiro do outro time: “Vem nimim, vem nimim que eu tô vendido!” Resposta: “Num posso! Eu também tô!”
    Ignora-se se houve gol ou não, pois as duas torcidas indignaram-se e invadiram o campo, massacrando os jogadores.
    Assim o conflito entre Dilma Rousseff e Eduardo Cunha. Ambos estão vendidos, quer dizer, a presidente recusa-se a chutar e fazer o gol, com o deputado comprometido em deixar a bola passar. Para evitar a perda das funções e do próprio mandato, a partir do Conselho de Ética, Cunha promete não dar andamento ao pedido de impeachment contra Dilma, por crime de responsabilidade fiscal. Desde que, é claro, ela mobilize seus deputados para   não condenarem o adversário pela abertura, num banco suíço, de contas secretas com dinheiro podre da Petrobras.
    GRANDE MARMELADA
    Uma marmelada digna dos jogos de várzea, podendo as arquibancadas estar dispostas a invadir o gramado e ministrar inesquecível lição nos contendores. Porque acordo tão baixo assim nos leva à suposição de que, na disputa lembrada por Marco Maciel, estavam o “Al Capone Futebol Clube” contra o “Clube de Regatas do Ali Babá”…
    Enquanto isso, o presidente da Federação, dono do campo e da bola, o Lula, procura evitar o vexame e pede aos dois times um bom futebol, com agenda positiva. O diabo é que ele também incorre na ira dos torcedores, acusado junto com o filho de receber propina. Melhor suspender o certame e iniciar nova competição.
    PONTO PARA O SUPREMO
    Nem tudo parece perdido. Enquanto Executivo e Legislativo oferecem lamentável espetáculo, o Judiciário marcou mais um ponto, esta semana, ao proibir o Congresso de incluir jabotis nas medidas provisórias. Desde o governo José Sarney que se permitia a deputados e senadores, ao examinar esses singulares decretos do governo, incluírem toda sorte de adendos a ser aprovados, em especial os que nenhuma relação tinham com o objeto principal. A partir da decisão de agora, os jabotis terão que descer da árvore. O problema é que o Congresso poderá arguir intromissão do Supremo Tribunal Federal nas atribuições legislativas, votando lei específica de permissão às inclusões. Para complicar ainda mais: quem decidirá o impasse? O Supremo…

    CHARGE DO ALPINO



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