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  • sábado, 31 de outubro de 2015

    #CRISE » FHC sugere a Dilma acordo por renúncia


    Se a própria presidente não for capaz do gesto de grandeza (renúncia ou a voz franca de que errou, e sabe apontar os caminhos da recuperação nacional), assistiremos à desarticulação crescente do governo e do Congresso, a golpes de Lava-Jato” (18/8/2015)

    “Esse ‘ Fora, Dilma’ é como o ‘Fora FHC’. A Dilma hoje simboliza, é alvo dessa irritação. Mas não creio que seja transcrito em passos exatamente para tirá-la do poder”
    (19/3/2015)


    Hoje, nós demos um passo e, para esse passo, devemos olhar e valorizar. Não tem ‘engavetador da República’, não tem controle da Polícia Federal, nós não nomeamos pessoas políticas para os cargos da Polícia Federal” (20/2/2015)

    “Aqueles que dizem que aqui  (Nordeste) estão as pessoas com menos compreensão, com menos educação, que não sabem votar, é porque não acompanharam tudo o que vem acontecendo aqui“
    (8/10/2014)

    O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou a sugerir ontem que a presidente Dilma Rousseff deveria renunciar como um ato de grandeza. O tucano afirmou que o melhor caminho para o país sair da crise seria a petista atrelar a sua renúncia à aprovação de matérias importantes no Congresso Nacional. “Ou ela assume e chama o país às falas, apresenta um caminho crível para o país e recupera a força para poder governar, ou então ela pelo menos deixa uma marca forte: ‘Eu saio se vocês aprovarem tal e tal coisa’.” A frase é mais uma da recente troca de farpas entre FHC e Dilma (veja quadro).

    Fernando Henrique afirmou que o Brasil está em situação “calamitosa” e que é preciso que ela assuma a “liderança definitiva”. “Eu estava pensando o seguinte: como a presidente está em uma situação tão delicada, tão difícil, de tão baixa popularidade e, ao mesmo tempo, com tanta dificuldade de aprovar qualquer coisa no Congresso, o que seria um ato de grandeza? ‘Olha aqui, vocês querem que eu saia? ‘Eu saio, mas vocês primeiro me deem tais e tais reformas, para criar um clima mais positivo’. Do jeito que está, ela pode até ficar, mas vai empurrar o tempo com a barriga sem conseguir resultados satisfatórios”, disse o tucano.

    FHC falou em entrevista concedida ontem à Rádio Gaúcha. Para ele, as reformas deveriam ser priorizadas. “Muda a reforma eleitoral, porque esse sistema está fracassado. Mexe a Previdência, porque senão vai falir. Exige umas tantas coisas que sejam anseios nacionais e ‘se fizerem isso, eu caio fora’. Um gesto e, se fizer isso, nem cai fora, porque ganha”, alegou. Antes, em agosto, Fernando Henrique havia sugerido a renúncia da presidente em mensagem nas redes sociais. Na época, a fala causou mal-estar no Palácio do Planalto. Na última segunda-feira, em entrevista ao programa Roda Vida, da TV Cultura, ele voltou a pedir a Dilma uma “renúncia com grandeza” e disse que o “país está sem rumo”.

    Ontem, ele voltou a defender que a presidente peça para sair. “O menos custoso é a renúncia. Qualquer outro sistema é complicado. Impeachment é um processo longo. É um debate que paralisa o país. Uma decisão do Tribunal (Superior Eleitoral) que anule a eleição provoca também uma grande confusão”, disse. Ele disse ainda que aceitaria conversar com a presidente “a qualquer momento” sobre o assunto.

    Provocação
    Para o deputado Wadih Damous (PT-RJ), que ingressou como uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para frear o processo de impeachment na Câmara dos Deputados, FHC apenas provoca com a fala. “Na época que Fernando Henrique era presidente, muita gente pediu a renúncia, mas ele não fez esse ato de grandeza. Ele não tem autoridade moral para pedir renúncia. Não renunciou na época dele. Esse é mais um ato de provocação”, avaliou.

    Já o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), avalia que FHC acerta ao sugerir a renúncia por ver a necessidade de saída da presidente do governo, mas acredita que o impeachment é um processo complicado. “O país está paralisado. Se ela renunciasse, seria um gesto de grandeza para o país. Seria menos traumático ela renunciar do que o processo de impeachment, mas é um ato unilateral de vontade, ninguém pode impor renúncia a ninguém”, avaliou.



    Fonte: Correio Braziliense – Fotos: Iano Andrade/CB/D.A.Press – Evaristo Sá/AFP.

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