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  • sexta-feira, 9 de outubro de 2015

    Eduardo Cunha, Dilma e o sorriso do meu neto

    Devo esclarecer, de início, que não conheço Eduardo Cunha nem Dilma, a não ser de notícias nos jornais, os quais gostava de ler sempre com o café da manhã, mas não estou mais aguentando. Sou advogado há 50 anos e não sei se a minha revolta é porque não consigo mais ler injustiças ou porque estou ficando mesmo é velho, mas, como dizia aquela menininha de 3 anos, em site nacionalmente conhecido: “ 1, 2, 3: deu, chega...” 

    Mas a razão deste artigo, a razão real deste artigo, é que o meu neto José, de 1 ano e três meses, ontem, riu demais para mim. Riu muito. Aquela risada trouxe para o meu mundo interno tudo que representa a vida de um ser humano ainda não maculado pela vaidade: amor e inocência. A inocência você perde com o caminhar do tempo, mas o amor, esse amor que é a razão de tudo,  se for perdido, você será morto caminhando à espera da morte. E, daí, comecei a pensar: será que esse Eduardo Cunha e a presidente Dilma, quando crianças, não riam que nem o meu neto, trazendo para o mundo felicidade? Como é possível a vaidade de duas importantes figuras da República esconder do país a felicidade que todos poderiam ter com um sorriso inocente deles. 

    Vejam Eduardo Cunha. Cada dia que você abre o jornal verifica que já está mais que comprovado que ele recebeu dinheiro em contas na Suíça de propinas da Petrobras. Lá está respondendo, inclusive, a inquérito criminal. Aqui, porém, é o homem que manda, que preside a Casa do Povo, é o próprio povo e, assim, transforma todos nós em gente que recebe propina. E o brasileiro, que nem eu, o que faz? O brasileiro comum, sem poderes, não faz nada porque não tem poder nem armas e, então, aceita seu líder propinoso no Congresso Nacional e, no máximo de reação, para de ler jornal. 

    Mas, e quem tem poder, o que faz? O Supremo Tribunal Federal aguarda inquéritos, que demoram como se fosse difícil a tese a ser demonstrada e, em seguida, (e esse em seguida demora uma barbaridade) abre talvez um processo, o qual será julgado no mérito, se antes não estiver prescrito. Mas, e a presidente Dilma, o que faz? Ela, uma guerrilheira nas horas incertas, porque guerrilheira teria de ser agora, para não perder o cargo, porque carregada de denúncias vinculadas à corrupção eleitoral, e ameaçada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, resolve fazer uma reforma ministerial, contemplando o indicado pelo homem da Suíça com o Ministério, da Ciência e Tecnologia, concedido para alguém que, ao que tudo dizem, nunca viu ciência e não é técnico em coisa nenhuma. 

    Mas o Eduardo Cunha fica satisfeito. Ele, com inquérito ou sem inquérito, ainda manda no Brasil. A Dilma aceita o que ele quer e aceita o que qualquer outro que tenha poder quer, porque não quer perder o poder, ou seja, trocaram o amor e a inocência pelo poder. Mas todo esse poder que eles dois têm, na verdade, acabou com o sorriso deles, de criança, igual ao do meu neto, José, e talvez aí esteja o castigo divino. Eles não vão mais sorrir, não têm mais inocência, e o poder que podem fingir que têm frente ao espelho faz com que os brasileiros, como eu, que não têm nenhuma força, fechem o jornal no café da manhã. Que triste para um advogado viver hoje no Brasil. Que triste para todos os brasileiros.

    Por: José Alberto Couto Maciel - Membro da Academia Brasileira de Direito do Trabalho – Fonte: Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog-Google

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