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  • domingo, 18 de outubro de 2015

    EMB: #salvemaescolademusica

    Já nem lembro mais quantos anos faz desde que ouvi falar de uma escola diferente de todas as outras. Coisas de Brasília, pensei. Sim, coisas maravilhosas de Brasília. Seus espaços amplos eram como poros abertos por onde vertiamos sons. Sax, piano, violões, cordas, sopros, vozes... Nos seus bancos de cimento, os alunos sentavam e exercitavam música. Um alento para os ouvidos, um alimento para a alma. Grandes nomes puseram seus pés ali, aprenderam e ensinaram. E os festivais?! Uma festa para a cidade. Excelentes professores e talentos já conhecidos ou a serem descobertos ainda se reúnem naquele espaço na 602 Sul, um projeto pioneiro que mingua a olhos vistos.

    Desde o início do ano, o Correio publica matérias sobre o estado de penúria da Escola de Música de Brasília. São problemas de toda a ordem que se arrastam há anos. A estrutura carece de reparos; projetos de reforma e ampliação foram feitos e nunca executados; faltam instrumentos; há problemas de isolamento acústico. Além disso, há uma crise entre professores e direção, que discordam a respeito do rumo da escola. Aulas coletivas são um dos motivos da pendenga. Professores argumentam que é péssimo para o aprendizado misturar perfis tão distintos na mesma sala, por exemplo.

    Artistas, ex-alunos e professores têm alertado e protestado diante da ameaça a um projeto que Brasília não pode abrir mão. Com o avançar do tempo, a capital tem perdido a batalha contra o descaso. Seu projeto inicial e as conquistas pioneiras que derivaram dele perdem forças dia a dia. Por falta de dinheiro, de vontade, de coragem, de visão, as coisas boas vão cedendo espaço para a mesmice. Brasília, uma cidade qualquer? O sonho dos tolos.

    O projeto desta capital requer investimento e blindagem. Mas parece que os sucessivos governos não entendem isso. A situação do Teatro Nacional, tantas vezes cobrada aqui, é tão vexatória quanto incompreensível. Simplesmente não há justificativa aceitável. A Biblioteca Demonstrativa é outro exemplo. Um memorial para Athos Bulcão — que também não sai do papel — é pedir muito? Um artista como ele, que fez o que fez por Brasília? Vergonha! O governador Rodrigo Rollemberg é menino de Brasília, bem sabe o valor de tudo isso. Já se comprometeu a ajudar a Escola de Música. Aguardemos. Mas não em silêncio. Não queremos fazer o obituário de mais um espaço cultural e educativo de Brasília.



    Por: Ana Dubeux – Editora Chefe do Correio Braziliense – Fotos/Ilustração: Blog/Google

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