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  • sexta-feira, 23 de outubro de 2015

    Farmácias de alto custo têm de atender

    A tragédia das farmácias de alto custo serve de prova incontestável para dito antes usado jocosamente: o ruim pode piorar. A saúde serve de exemplo. Tornou-se lugar-comum dizer que o setor está na UTI. As imagens veiculadas pela mídia mostram cenas inaceitáveis pelas consciências civilizadas do país.

    Elas retratam cenário que provoca constrangimento e indignação. Adultos e crianças que buscam socorro não encontram resposta. Aguardam horas, dias e meses em condições precárias para receber atenção. Muitas vezes os cuidados chegam tarde. A enfermidade se agravou ou a vida se foi.

    É inaceitável. Na capital da República, que deveria ser modelo de vanguarda para as demais unidades da Federação, impera a negligência com a saúde e o bem-estar da população que recorre à rede pública para receber o tratamento a que tem direito e pelo qual paga com uma das maiores cargas tributárias do mundo sem a necessária contrapartida.

    Não se trata apenas de falta de recursos. A gestão deixa muito a desejar. UTIs, macas e leitos insuficientes, equipamentos quebrados, elevadores que não saem do lugar, filas cada vez maiores e mais lentas, atendimento precário, remédios e material hospitalar em falta — são mazelas previsíveis por gerentes profissionais. Não se deve ao acaso a existência dos cursos de administração hospitalar.

    O drama que parecia ter atingido o ápice nos infortúnios diários, vê-se agora, ainda estava em evolução. É o que se deduz das cenas protagonizadas por personagens que precisam de medicamentos das farmácias de alto custo. Elas distribuem gratuitamente remédios muito caros, inacessíveis à maioria da população.

    Alguns são de uso contínuo. Outros, temporários porém inadiáveis. Esquizofrenia, epilepsia, esclerose múltipla, hepatite viral B e C, artrite reumatológica, imunossupressão em transplantados renais são enfermidades contempladas no programa. Por causa da greve dos servidores, houve limitação no atendimento. Só 100 senhas são distribuídas por dia.

    Via crucis espera o paciente. Embora sem condições físicas, ele passa a noite na fila em situação precária — sem banheiro, sem alimentos, sem ter onde descansar. As noites se multiplicam. As consequências, como frisava o conselheiro Acácio, vêm depois. Quadros se agravarão. Vidas serão perdidas. O governo precisa agir. Por que não remanejar servidores de outras áreas? Supervisionados, eles poderão multiplicar a distribuição de remédios a quem pagará a greve com a própria vida.

    Fonte: “Visão” do Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog-Google

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