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  • sexta-feira, 30 de outubro de 2015

    #FUTEBOLCANDANGO (MANÉ GARRINCHA) » PREJUÍZO TAMANHO GIGANTE

    Expectativa de dirigente do Legião, mandante do jogo, é de 3 mil pessoas na arena que tem 71 mil lugares disponíveis

    GDF ensaia bancar cerca de R$ 150 mil para Mané Garrincha sediar Legião x Dom Pedro, lanternas da Série B local. Clube mandante deve pagar taxa de uso do estádio de, no máximo, R$ 150

    O empate sem gols — e sem graça — entre Brasília e Atlético-PR, em 17 de setembro, poderia ter encerrado o ano do Mané Garrincha. Os 6,5 mil lugares ocupados dos 71 mil disponíveis transmitiam melancolia, agravada pela eliminação do colorado na Copa Sul-Americana. Em mais uma tentativa de justificar a construção da arena, que custou R$ 1,8 bilhão ao GDF, Legião e Dom Pedro se enfrentam amanhã, às 10h, pela 11ª e última rodada da segunda divisão do Campeonato Brasiliense.

    Legião e Dom Pedro ocupam, respectivamente, o antepenúltimo e o último lugares. O jogo da manhã de sábado servirá apenas para o cumprimento da tabela. Afinal, nenhum dos dois tem chances de avançar à fase seguinte. A saída encontrada para tentar atrair público foi dar ao duelo caráter filantrópico. O ingresso custa R$ 5 e será necessário doar 1kg de alimento para entrar. Os bilhetes estarão à venda no dia do jogo, a partir das 8h, nos arredores do Mané. Apenas o anel inferior será aberto.

    Segundo Emanuel Teixeira, presidente do Legião, mandante da partida, os alimentos arrecadados serão doados para casas de apoio. “É um jogo que tem mais que essa história de segunda divisão. São seis instituições carentes beneficiadas. As crianças vão brincar com a bola 15, 20 minutos antes, no campo”, adianta Teixeira.

    Quando a tabela foi divulgada, em junho, a estreia do Legião estava agendada para o Mané Garrincha. De acordo com Emanuel, havia autorização para mandar todas as partidas na arena, mas o clube optou por levar apenas uma. Ele contou que houve, desta vez, uma “ajuda” por parte do secretário adjunto de Economia, Desenvolvimento Sustentável e Turismo, Jaime Recena, e do governador Rodrigo Rollemberg. Assim, o clube pagará simbólico 1% da renda. Teixeira espera três mil espectadores. Se a expectativa de público se confirmar, serão obtidos R$ 15 mil de arrecadação, e a parte do governo será R$ 150. Só para abrir o estádio, porém, o GDF gastará, no mínimo, R$ 150 mil.

    Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria de Economia, Desenvolvimento Sustentável e Turismo informou que o pagamento de 1% da renda ainda não foi confirmado, está em análise no setor jurídico do GDF. Uma resposta deve sair hoje.

    Assim seja
    Desde 2007, o Legião alterna entre a primeira e a segunda divisões do campeonato local. Neste ano, mandou jogos no Abadião, no Augustinho Lima e no Bezerrão. “No ano que vem, o Legião vem forte. Em 2017, volta para a primeira divisão e vai buscar vaga na Série C e na Copa do Brasil”, crava.

    Emanuel Teixeira comenta com empolgação sobre o jogo no Mané Garrincha. O presidente do Legião fala em ajuda de amigos para tentar ter público no estádio. O “visitante” Dom Pedro, porém, não parece tão entusiasmado.

    O gerente de Futebol do clube do Núcleo Bandeirante, José Marcelino da Silva, diz “ver com respeito” a disputa da saideira no Mané Garrincha. Mas, nas entrelinhas, deu a entender que discorda. “Independentemente de eu acatar ou não, que seja lá. É para cumprir tabela”, conforma-se.


    Fonte: Vitor de Morais – Foto: Ed Alves/CB/D.A.Press – Correio Braziliense

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