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  • segunda-feira, 19 de outubro de 2015

    #GenteQueFazDiferença: Ex-alunos da UnB montam cursinho gratuito para jovens de baixa renda

    Estudantes do cursinho Galt aprovados no vestibular da UnB no meio do ano (Foto: Galt/Divulgação)

    Projeto Galt atende estudantes da rede pública e sobrevive de doações. No 1º semestre, cursinho teve índice de aprovação de 34% no vestibular.

    Um grupo de ex-estudantes da Universidade de Brasília montou um cursinho preparatório para vestibular e para o Enem que oferece aulas de graça a alunos da rede pública de ensino ou a jovens com bolsa integral em escolas particulares. As aulas acontecem em uma sala cedida por um centro de ensino da rede pública na Asa Norte. O cursinho é mantido somente com doações.

    "É uma oportunidade incrível na nossa vida porque eles estão lá como voluntários e estamos lá porque a gente quer. Então é como se a gente não estivesse buscando nossos objetivos sozinho. Eles ajudam muito a gente no processo e isso faz total diferença, todos os alunos se dedicam muito."
    (Luyla Vieira - estudante do 3º ano)

    Fundador e presidente institucional da Galt, Rubenilson Cequeira, de 26 anos, conta que a instituição foi inaugurada no início do ano com 50 alunos e 23 professores, todos voluntários. Ele afirma que no primeiro semestre o projeto teve índice de aprovação de 34% no vestibular. Agora, o foco é preparar os alunos para a prova do Enem, que acontece no próximo final de semana.

    A estudante Luyla Vieira, de 18 anos, conta que sempre estudou em escola pública e que pretende cursar jornalismo ou audiovisual. Moradora de Taguatinga, ela sai do colégio às 12h e corre para pegar um ônibus para ir para a aula do cursinho, que começa às 14h.

    "É uma oportunidade incrível na nossa vida porque eles estão lá como voluntários e estamos lá porque a gente quer. Então é como se a gente não estivesse buscando nossos objetivos sozinho. Eles ajudam muito a gente no processo e isso faz total diferença, todos os alunos se dedicam muito", disse.

    "Meus pais, por mais que eles não tenham ensino superior, sempre me incentivaram a estudar. Estudo na minha família sempre foi presente. Não teria condições de pagar um cursinho particular e só o conteúdo da escola não dá porque o foco da escola não é esse. Além do estudo que recebemos na escola, a gente tem que se esforçar muito por fora."

    Três dos quatro fundadores do Galt - Victor Esteves, Priscilla Dalledone e Rubenilson Cerqueira (Foto: Galt/Divulgação)

    Atualmente o projeto é mantido com 44 professores e cerca de 90 estudantes, divididos em dois turnos. A ideia de criar um cursinho gratuito surgiu a partir de quatro amigos estudantes da UnB, que queriam dar oportunidade a jovens de baixa renda.

    "Eu vim de escola pública e isso é uma motivação a mais. Quando eu estava no ensino médio fiz um cursinho bem parecido oferecido por alunos da Católica e foi muito importante para mim. Quando surgiu essa ideia, vi minha história passando e que poderíamos mudar a vida de muitas outras pessoas", declarou Cerqueira.

    A maioria dos professores voluntários é da licenciatura da UnB. No entanto, o projeto recebe também aulas especiais com doutores da universidade. O cursinho dispõe de um grupo de psicólogos para estudantes e curso para habilidades específicas.

    "Temos muitos que querem a área da saúde e de engenharias. Tivemos aprovados em engenharia florestal, farmácia, enfermagem, medicina veterinária. O cursinho atua totalmente com voluntários. Toda nossa renda é feita por meio de doações. Temos alguns doadores mensais que doam valores para a gente poder imprimir provas, fazer atividades, e os professores, quando precisam comprar alguma coisa, fazemos uma vaquinha entre nós e doamos. A gente também paga para trabalhar."

    Rubenilson com estudantes do cursinho Galt na sala cedida em escola pública da Asa Norte (Foto: Galt/Divulgação)
    O processo seletivo para participar do projeto é feito em duas etapas – uma prova objetiva de conhecimentos gerais e uma entrevista. "Queremos saber se eles realmente não têm condições de arcar com os gastos de um cursinho e saber principalmente a motivação do aluno."

    Ele conta que o desafio é conseguir um local fixo para as aulas e gerar crescimento sem perder a qualidade. "Queremos atender o máximo de alunos possível, mas nos preocupamos com a qualidade", falou.

    "Temos que ter professor suficiente para dar um ensino de qualidade, gerar novas oportunidades, abrir mais turmas, outros turnos, mas desde que a gente consiga manter a qualidade. A nossa principal meta é ter nossa sede e estamos também trabalhando em um material didático para fornecer para os alunos."


    O cursinho deve lançar nesta semana o edital de inscrição para participar do processo seletivo simplificado para alunos do terceiro ano que queiram fazer o intensivão da 3ª etapa do PAS. As inscrições podem ser feitas no site do Galt ou na fan page do cursinho no Facebook. Serão abertas entre 30 e 35 vagas.

    Fonte: Isabella CalzolariDo G1 DF

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