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  • sexta-feira, 16 de outubro de 2015

    Horário de Verão: É tempo de happy hour!

    O horário de verão completa 30 anos. Se, por um lado, a mudança deixa muita gente de cara feia afinal, é um período de acordar ainda no escuro , por outro, dá para aproveitar o tempo a mais de sol no fim do dia

    O horário de verão chegou. Amado por uns, odiado por outros, o fato é que o dia ficará mais longo. Significa dizer também que muitas pessoas acordarão no escuro. Assim, acontecem mudanças biológicas e econômicas. Até porque esta é a principal finalidade da alteração: estimular o uso racional e adequado da energia elétrica. Alguns setores estão ansiosos. O Sindicato de Hotéis, Restaurantes e Similares de Brasília (Sindhobar), por exemplo, vislumbra um aumento de 5% entre o próximo dia 18 e 21 de fevereiro de 2016, quando o relógio retorna uma hora. Afinal, se há um lado positivo nesses 30 anos de horário de verão no Brasil, ele se encontra no tradicional happy hour.

    O brasiliense terá de adiantar o relógio à meia-noite de sábado para domingo. E não só os moradores da capital federal (veja Almanaque). O principal objetivo do governo com a obrigatoriedade é poupar a energia, em uma época quente do ano, na qual o uso de eletricidade para refrigeração, condicionamento de ar e ventilação atinge o pico. A estratégia passa por aproveitar a intensificação da luz do dia durante o verão e, assim, reduzir os gastos. 

    No Brasil, o horário de verão foi praticado entre 1931 e 1932, pelo presidente Getúlio Vargas, com duração de cinco meses. Mas só foi adotado sem interrupções a partir de 1985. Em 2008, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram definidas as datas para a mudança de horário e a duração foi fixada em quatro meses. Cerca de 30 países, além do Brasil, incluem o horário de verão no calendário, entre eles, Estados Unidos, todas as nações da Europa, Chile e o norte da China. No entanto, é em terras brasileiras que o usual happy hour ganha mais força.

    “É porque aqui faz parte do nosso comportamento. Está no sangue a vontade de tomar um chope no fim do dia”, observa o presidente do Sindhobar, Jael Silva. Segundo ele, o aumento esperado representa aproximadamente o mesmo dos anos anteriores, o que mostra otimismo do setor em tempos de crise. “É um horário muito esperado. Dia claro, sol, as pessoas saem cedo do trabalho, o que anima. O horário pode ser, inclusive, um aliado importante para superar essa crise, pois é quando os comerciantes também apostam nas promoções, dose dupla, chope mais barato”, espera Jael.

    Outro setor animado é o de esportes. Uma das possibilidades ao fim do dia é malhar. Como o sol deve ser visto até as 20h20, lojistas acreditam que 80 mil pessoas passarão a correr e a se dedicar a outras atividades em clubes e parques até esse horário. O aumento esperado nas vendas de materiais esportivos é de 2%, de acordo com expectativa do Sindicato do Comércio Varejista (Sindivarejista). Nessa onda, uma petição pública inscrita na plataforma on-line Avaaz sugere a alteração do funcionamento do Eixão do Lazer durante o horário de verão. A interdição dos 14km de Eixo Rodoviário passaria a ser das 7h às 19h. A razão é o aproveitamento de um período maior de luz solar. O assunto deve ser resolvido pelo DER até hoje.

    O corpo 
    Já no corpo, fica nítido o reflexo. O sono é um dos principais problemas. Mas também é o mais simples de se resolver. Segundo o neurologista especialista em medicina do sono Nonato Rodrigues, os efeitos do horário de verão no organismo do homem podem ser piores do que se imagina. “Um estudo sueco aponta que durante esse tempo o número de internações e de casos de infarto do miocárdio aumenta. Nosso organismo tem um relógio que diz que precisamos dormir e acordarem tal hora. Tem gente que mexe com isso e fica tudo bem, mas outros não suportam”, enfatiza o médico.


    Do ponto de vista econômico, o professor de engenharia elétrica da Universidade de Brasília (UnB) Rafael Amaral Shayani explica que a mudança evita que o sistema sofra uma sobrecarga entre as 18h e as 21h. “Com a noite começando mais cedo, a cidade ficaria suscetível a um blecaute, pois seria tudo junto: comércio, pessoas trabalhando e iluminação pública. Fora a movimentação em casa”, observa.



    É isso aí!
    A engenheira Rita de Cássia da Silva Ferreira, 43 anos, é daquelas que ficam empolgadas com o horário de verão. Para ela, o dia ganha muito mais cor. “A gente levanta logo, adianta o dia. Fica tudo mais fresco e mais animado para fazer uma caminhada, um curso e, principalmente, um happy hour. A noite também fica muito mais gostosa. Para mim, não desagrada em nada.”


    Ah, não!
    A também engenheira Lorena Alves de Oliveira, 29 anos, tem preguiça até de decorar se é preciso adiantar ou atrasar o horário. “Não gosto de jeito nenhum. Para mim, era melhor que não tivesse nenhuma mudança”, afirma. Na casa dela, a economia quase não será percebida. “Quando eu acordar, ainda vai estar escuro e eu vou acender a luz. E à noite, o uso será o de sempre.”


    Fonte: Camila Costa – Correio Braziliense – Carlos Moura/ CB/D.A.Press - Foto/Ilustração: Blog-Google

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