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  • segunda-feira, 26 de outubro de 2015

    Iphan e Ministério Público investigam obras no Touring, projeto Niemeyer

    Iphan já se manifestou contrário a transformação do espaço em templo religioso "por ser incompatível com a destinação original do imóvel"
    A tentativa de transformar o Touring Club em mais um templo evangélico não deve sair do papel tão facilmente. A Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou, em nota, que vai embargar a obra pois não foi consultada sobre as intervenções e, muito menos sobre a nova destinação. “Em princípio, o uso religioso que ora se propõe não é compatível com as características históricas, arquitetônicas e a destinação original do imóvel, que faz parte do Setor Cultural Sul”, destacou o órgão federal.

    O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) também abriu procedimento para apurar quem é o responsável pelas demolições e se essa pessoa ou empresa obteve as autorizações previstas em lei para fazer a alteração no imóvel tombado.

    Na tarde de hoje (26/10), enquanto a reportagem estava no local, uma arquiteta do MPDFT esteve fotografou as demolições feitas e deixou o local sem dar entrevista. A promotoria que cuida do caso não quis dar entrevista. Por meio da assessoria de imprensa informou ter expedido ofício com pedido de informações ao Centro de Aprovação de Projetos, ligado à Secretaria de Gestão do Território e Habitação (Segeth), e ao Iphan sobre possíveis consultas e autorizações feitas a esses órgãos. Também enviou ofício a Agefiz para que fizesse uma vistoria no local.

    Em nota, a superintendência do Iphan destacou a importância do prédio. “O prédio é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer e tombado individualmente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), bem como pelo Governo do Distrito Federal”. Também informou que o tombamento de um imóvel não interfere, necessariamente, na propriedade do mesmo nem em seu uso – exceto quanto este prejudica ou é danoso ao bem em questão.

    Apesar de ser propriedade particular, o órgão federal destaca que “toda e qualquer intervenção no imóvel tem que ter autorização do Iphan e também do GDF.” E que já tratou desse assunto com a Segeth e Secretaria de Cultura com a intenção de “avaliar as intervenções e as medidas conjuntas que podem ser tomadas entre governo federal e governo local sobre o assunto”.

    Por:  Adriana Bernardes – Correio Braziliense – Foto: Blog/Google.

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