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  • sexta-feira, 2 de outubro de 2015

    #LEGISLATIVO » Sacha Reck irrita deputados distritais

                    Reck depôs por quase 6h e terá de se reapresentar em 15 de outubro

    O advogado que atuou como consultor no processo de licitação para a reformulação do sistema de transporte público do DF escapa de contradições e revolta deputados. Os parlamentares pediram a quebra do sigilo telefônico de 19 pessoas

    O advogado Sacha Reck, dono do depoimento mais esperado da CPI do Transporte e pivô das investigações do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) sobre a renovação da frota de ônibus no governo anterior (leia Entenda o caso), se esquivou dos distritais. Munido de farta documentação, fez os deputados se exaltarem, não entrou no jogo para cair em contradição e, após cerca de 6 horas, viu a sessão ser encerrada a pedido dos parlamentares. Cansados, eles votaram a quebra de sigilo telefônico de 19 pessoas e marcaram uma nova sabatina com Reck para 15 de outubro. Para a próxima semana, está prevista a presença do ex-diretor do DFTrans Marco Antônio Campanella (PPL).

    Os cinco titulares da CPI tocaram a sessão: o presidente, Bispo Renato (PR); o relator, Raimundo Ribeiro (PSDB); Sandra Faraj (SD); Ricardo Vale (PT); e Rafael Prudente (PMDB). A surpresa ficou por conta da participação da presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PDT), que propôs a CPI. Couberam a ela, que no mandato anterior questionou a licitação do sistema de transporte público e se opôs ao ex-governador Agnelo Queiroz, os principais embates com Reck. Logo no começo, a pedetista disse que seria o dia para “elucidar os diversos depoimentos contraditórios. É um processo já constatado como criminoso.”

    Celina questionou o advogado sobre a acusação de ele advogar para empresas envolvidas na licitação. Reck afirmou ter como cliente o Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) desde 2005. A entidade é composta por 26 empresas, uma delas a Viação Marechal, que roda no DF. “A OAB proíbe um advogado de representar os dois lados em um mesmo processo. E eu nunca fui o advogado da Marechal, apenas defendi os interesses em ações coletivas”, esquivou-se. Em 2012, quando Reck prestava consultoria à Secretaria de Transportes, o presidente do sindicato era Délfio José Gulin, sócio da Marechal.

    O deputado Ricardo Vale (PT) citou a denúncia feita na semana passada pelo empresário Wagner Canhedo, que afirmou que quem não contratasse o escritório de Reck estava inabilitado na licitação. “Se soubesse que isso era preciso, eu contrataria”, afirmou Canhedo, na ocasião. O advogado disse ter eliminado a Viplan por falha na documentação. “Houve erro em sete certidões. Eram falhas graves nas empresas que entraram no processo e acabaram eliminadas”, explicou.

    Contradições
    Para Raimundo Ribeiro, a participação de Reck foi “intensa e até determinante” no processo de licitação. O tucano afirmou que, após o depoimento de Campanella, será o momento de fazer acareações. “Na segunda fase, vamos mostrar eventuais contradições, mas que Sacha Reck foi fundamental na concorrência, disso não tenho dúvidas”, disse.

    Em depoimento à CPI, o presidente da Comissão de Licitação, Galeno Furtado Monte, tinha dito que ele apenas assinava os pareceres de Sacha Reck. Mas o advogado afirmou que Galeno teve “participação ativa no processo”. Além disso, os deputados votaram o pedido para a quebra do sigilo telefônico, entre outros, do próprio Sacha Reck; do ex-secretário de Transportes José Walter Vazquez; de Campanella; e de Galeno.

    Entenda o caso - 
    Consultor questionado
    A licitação que renovou a frota de ônibus do DF custou R$ 7,8 bilhões e representou uma das bandeiras do governo Agnelo Queiroz (PT). O advogado Sacha Reck, especializado na área de transporte, atuou como consultor. A ele eram passados diversos questionamentos para avaliação e posterior emissão de pareceres. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) questiona, em ação civil pública, o porquê de ter sido contratado alguém de fora da capital — ele é do Paraná —, quando o trabalho deveria ser feito pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF), além do fato de Reck supostamente advogar para a empresa Marechal, vencedora de um dos cinco lotes. Durante os depoimentos à CPI do Transporte, Sacha Reck foi um dos nomes mais citados pelos depoentes — entre eles, o ex-secretário de Transporte José Walter Vazquez e o presidente da Comissão de Licitação feita para o certame, Galeno Furtado Monte.


    Fonte: Guilherme Pera – Foto: André Violatti/Esp/CB/D.A.Press

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