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  • sexta-feira, 16 de outubro de 2015

    O Exército brasileiro e as Olimpíadas de 2016

    O Exército brasileiro desempenhará importante papel na realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. O maior evento esportivo do planeta será realizado entre 5 de agosto e 18 de setembro de 2016, na cidade do Rio de Janeiro e nas cidades-sedes do futebol. Estará em evidência a capacidade de planejamento do país, em vários aspectos do poder nacional.

    O evento trará ao Brasil cerca de 15 mil atletas de 206 países, além de turistas, profissionais de mídia, chefes de Estado e a família olímpica. Ao sediar a primeira Olimpíada da América do Sul, o país terá a chance de se mostrar para uma audiência global. Uma oportunidade ímpar para o Exército ampliar a visibilidade da sua contribuição estratégica para o sucesso dos Jogos, seja na realização de jogos seguros, seja na conquista de medalhas por atletas incluídos no Programa de Atletas de Alto Rendimento das Forças Armadas.

    O Brasil nunca foi alvo do terrorismo internacional, mas o megaevento desperta interesses inusitados e exige cuidados especiais. A história olímpica mostra que os jogos sofreram diversas vezes com terrorismo e atentados. Foi assim, em 1972, com o massacre na vila dos atletas em Munique; em 1996, com a explosão de uma bomba no Parque Olímpico de Atlanta; e, em 2008, com o ataque numa província chinesa durante os Jogos de Pequim. Mais recentemente, em 2011, o atentado de 11 de setembro mudou a concepção mundial de segurança e elevou os custos na área de forma significativa. A conjuntura internacional aponta diversos grupos extremistas, além da preocupação constante com os chamados lobos solitários, que são capazes de qualquer coisa.

    O modelo de segurança e defesa a ser adotado nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 é complexo, e exigirá integração permanente entre as instituições ligadas ao tema. É um seguro fundamental; uma missão que será bem cumprida se nada acontecer e se o emprego da tropa se restringir à prevenção. O Comando Militar do Leste atuará como coordenador-geral de Defesa de Área (CGDA) e desempenhará papel primordial na condução das ações de defesa na cidade maravilhosa, integrando a Marinha, o Exército e a Força Aérea, e contando também com outras instituições parceiras.

    Na vertente esportiva, as Forças Armadas contribuem de forma histórica na conquista de medalhas para o Brasil. A primeira medalha brasileira nos jogos foi conquistada pelo tenente Guilherme Paraense, ouro na prova de tiro, nos Jogos da Antuérpia, em 1920. Dali em diante, as Forças continuaram investindo em talentos esportivos. O Programa de Atletas de Alto Rendimento alavancou o número de militares participantes em competições esportivas, como integrantes de equipes nacionais.

    Os resultados  desses investimentos ficaram evidentes na conquista dos 5º Jogos Mundiais Militares, em 2011, quando o Brasil foi campeão. No ano seguinte, nos Jogos Olímpicos de Londres, os militares trouxeram cinco medalhas para o país. Nos Jogos Pan-Americanos de Toronto deste ano, 71 das 141 medalhas obtidas foram conquistadas por militares.

    Para os Jogos Rio 2016, a participação fardada vai além de pistas e quadras, onde militares integram comissões técnicas e gerências de competição. A contribuição do Exército para viabilizar o Complexo Esportivo de Deodoro foi fundamental, em parceria com a dinâmica Prefeitura do Rio de Janeiro. Todo esse empenho realizado trará importante legado para o Exército, para a cidade do Rio de Janeiro e para o Brasil. Ganha o Exército com a revitalização da maior guarnição militar da América Latina, que é a Vila Militar, na Zona Oeste do Rio. Ganha a cidade com os investimentos em melhorias na qualidade de vida da população. E ganha o Brasil ao investir no esporte como indutor de formação de cidadãos de bem e ao marcar posição no mundo como um país capaz de planejar e entregar um evento dessa magnitude.

    Realizar uma Olimpíada exemplar é um compromisso do Estado brasileiro. A área de segurança e defesa é o fiel da balança para dar credibilidade e garantir o sucesso do evento, conforme a vontade dos brasileiros e a expectativa do mundo todo.



    Por: Fernando Azevedo e Silva - General de Exército e comandante Militar do Leste – Fonte: Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog/Google

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