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  • sexta-feira, 30 de outubro de 2015

    Rollemberg determina apuração de atuação da PM em ato de professores

    O governador Rodrigo Rollemberg (Foto: Tony Winston/Agência Brasília) Quatro foram detidos em protesto nesta quarta; PM usou bombas, gás e balas. Governador defendeu os policiais e disse que mantém diálogo com docentes.

    O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, determinou a investigação de possíveis excessos na atuação da Polícia Militar durante manifestação de professores no Eixão Sul no fim da tarde desta quarta, que resultou na prisão de quatro docentes. A PM usou bombas de efeito moral, gás de pimenta e balas de borracha para liberar a via. O chefe do Executivo disse que a corporação agiu para garantir o direito de ir e vir dos cidadãos.


    "Determinei a abertura de investigação para verificar se houve excessos dos policiais, para a adoção das providências cabíveis. Confio no bom senso dos servidores públicos do Distrito Federal para retornarem à normalidade. Mantenho o compromisso de continuarmos dialogando a fim de buscar medidas para a valorização dos servidores e para pagarmos os aumentos assim que houver possibilidade financeira e orçamentária", disse o governador nas redes sociais.

    A determinação foi feita em uma conversa entre o governador e o chefe da Casa Militar do DF, Cláudio Ribas, na manhã desta quinta. A publicação nas redes sociais aconteceu no início da noite.

    Na publicação na internet, Rollemberg afirmou que a PM "foi acionada para garantir a segurança de todos e, com responsabilidade e profissionalismo, negociou com os líderes sindicais que ali estavam". Segundo o governador, "os sindicatos não cederam aos apelos dos policiais e mantiveram a decisão de prolongar e agravar aquela situação".

    "Infelizmente, a PM precisou agir de forma mais dura para assegurar o livre trânsito à população. As imagens transmitidas pelos sindicalistas são fortes, mas não revelam todo o contexto", afirma o chefe do Executivo.


    Pela manhã, ele defendeu a ação da PM durante a manifestação. "Nós não podemos admitir que um grupo de dezenas de sindicalistas possa infernizar centenas de milhares de pessoas que depois de um dia de trabalho têm que se deslocar para as suas casas. Nesses casos, não resta outra alternativa do governo do que usar a polícia para fazer a desobstrução das vias para que as pessoas tenham garantido seu direito de ir e vir", declarou .

    Em nota divulgada também nesta quinta, a Polícia Militar disse que foi chamada para desobstruir as saídas norte e sul do Eixão e que foram feitas "diversas tentativas de negociação", sem sucesso.

    "Sem acordo, foi necessário o uso progressivo da força para garantir a liberação da via. Esclarecemos ainda que, não houve excessos por parte desta instituição e nossos policiais agiram de acordo com o que manda a legislação vigente, respeitamos os direitos humanos e a ação tinha como objetivo apenas garantir a vontade da maioria da população, o direito constitucional de ir e vir", diz a nota.

    A declaração do governador foi dada à imprensa depois da cerimônia de entrega de 928 apartamentos de baixa renda no Paranoá, ao lado da presidente Dilma Rousseff, na manhã desta quinta-feira (29). Rollemberg foi vaiado durante discurso no local.

    Manifestação
    Em greve desde o dia 15 em repúdio ao não pagamento da última parcela do reajuste, concedido de forma escalonada desde 2013, os professores fecharam a saída do Eixão Sul no fim da tarde dsta quarta-feira. Pelo menos quatro pessoas foram presas durante confronto com a PM.

    Vídeo feito pelo cinegrafista da TV Globo Diego André mostra o momento que policiais do batalhão de choque cercam um veículo que participava da manifestação e retiram o motorista à força. Em outra sequência, um manifestante é jogado ao chão e recebe um golpe conhecido como "mata-leão" antes de ser algemado.

    Mais tarde, na delegacia, o manifestante mostra a barriga com uma marca supostamente causada por um tiro de bala de borracha. Na delegacia, três professores com camisetas iguais às usadas pelos demais manifestantes aguardavam em um banco o momento de serem ouvidos – dois deles algemados.

    E um determinado momento, um policial toma de forma abrupta o celular do homem que não estava algemado. Outro policial grita com o dedo em riste ao mesmo manifestante: "Alguém, mais aí vai chamar a polícia de bandido (sic)?"

    Do G1 DF

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