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  • sexta-feira, 9 de outubro de 2015

    Trabalhadores partidos: “herança maldita” - (GDF)

    Se existe uma expressão que pode definir com exatidão o momento atual vivido pelo governo do Distrito Federal, sem dúvida é “herança maldita”

    De saída, faltou às equipes de transição do novo governo uma radiografia completa da situação financeira do DF. A contratação de auditoria independente, para vasculhar as contas do governo que saia, poderia ter evitado desgastes futuros como os experimentados agora com a deflagração geral de movimentos paredistas em diversas áreas da rede pública. Que a experiência sirva também para a área federal e a transição de governo.

    Poucos dias depois da posse, os técnicos do governo Rodrigo Rollemberg descobriram que a administração passada havia deixado apenas R$ 64 mil nos cofres. Nem mesmo os auxílios oriundos do Fundo Constitucional, necessários para os salários de educação, saúde e segurança, foram suficientes para amenizar um pouco a crise financeira.Os recursos vindos diretamente do Fundo de Participação dos Estados e dos Municípios também não serviram para disfarçar o passivo de R$ 5 bilhões nas contas de 2015.

    A situação de calamidade nas contas do GDF empurrou a nova gestão para um beco sem saída do arrocho e do retraimento dos gastos e investimentos. O que se assistiu, na sequência, foi o aníncio de dezenas de medidas, como o aumento de ICMS, IPVA, IPTU, extinção de centenas de cargos comissionados, cortes em investimentos e outras colocadas, obviamente, no bolso do contribuinte.

    Como sempre ocorre nos casos de incúria de governos populistas, os efeitos da herança passada atingem em cheio agora as áreas de educação, saúde e segurança. É bom que, nos estados, a oposição também prepare a transição com auditoria antes de assumir qualquer cargo. A eclosão da greve, anunciada há pouco pelo conjunto de 32 categorias, é, assim, o desdobramento natural da má gestão dos recursos públicos e do descaso em relação à Lei de Responsabilidade Fiscal.

    Aqui no DF, impotente diante da dimensão dos estragos deixados pela gestão anterior, sobretudo no que diz respeito aos reajustes nos salários prometidos no passado, o governo tem nítido estreitamento de manobra. Essa situação ganha, ainda, um contorno mais dramático quando se sabe do oportunismo dos dirigentes sindicais, a maioria ainda atrelada aos ideários da CUT, ávidos em jogar mais gasolina na fogueira

    Cercado por servidores, sindicatos e Legislativo local de um lado e, pela população, de outro lado, resta ao ilhado GDF aguardar que os rebelados caiam na real e deem uma chance à sociedade afinal de contas, é ela quem paga pelos serviços públicos e a que mais sofre com o péssimo atendimento e a falta desses mesmos serviços.

    A frase que não foi pronunciada
    “Aquele balcão de negócios no Congresso tem origem nas eleições. O eleitor que acredita receber vantagens quando vende o voto carrega em si e no ato o início do processo da corrupção.”
    (Deputado pensando enquanto decidia não comparecer à sessão para a votação dos vetos.)

    Por: Circe Cunha – Coluna: “Visto, lido e ouvido” – Ari Cunha – Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog-Google 


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