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  • quarta-feira, 11 de novembro de 2015

    #DF: Donos de animais denunciam casos de envenenamento -

    No Sudoeste, uma faixa com os dizeres "Envenenar animal é crime. Estamos de olho!" também denuncia a prática silenciosa

    Casos de envenenamento de animais parecem cada vez mais frequentes. No Condomínio Nova Colina I, em Sobradinho, moradores do Conjunto B denunciam que 15 gatos e cachorros foram vítimas desse tipo de crime em menos de sete meses. A cada dia, as ocorrências só aumentam. E, no Sudoeste, uma faixa com os dizeres “Envenenar animal é crime. Estamos de olho!” também denuncia a prática silenciosa.

    Em Nova Colina, a vigilante Alzenira Pereira, 45 anos, conta que os crimes começaram há cerca de um ano e, desde então, acontecem com maior frequência. “A vítima da vez foi o meu gato. Ele morreu há uma semana. Encontrei perto dele uma porção de ração espalhada. Há alguns meses, o meu cachorro também foi envenenado por chumbinho, mas sobreviveu”, relata.

    Alzenira diz que a identidade do criminoso ainda não foi confirmada. “Sei que não podemos apontar ninguém sem provas, mas tem gente aqui que já falou que odeia animais e que, na oportunidade que tivesse, daria chumbinho. A rua possui câmeras. Acredito que ajudariam a encontrar o responsável.  É revoltante.  Eu quero que parem de matar os bichos. Essa situação não pode continuar”, desabafa a vigilante.

    Mais vítimas
    Há três meses, o bulldog francês Lucky, da aposentada  Ioneide Antunes, 58,  também foi alvo da crueldade. Ela havia saído de casa por meio período e, quando voltou, encontrou o animal se debatendo. Nem mesmo o muro alto foi empecilho para a ação   criminosa.

    “Por sorte, o atendimento   foi rápido e ele foi medicado com antitóxicos. É um crime absurdo. Um bichinho desses é como se fosse uma criança. Eles são bonzinhos e não sabem se defender   nem veem perigo em nada. É muita covardia. Dá para ver que esse indivíduo não se sente intimidado e, se nada for feito, os animais continuarão a morrer”, ressalta.

    A história que o aposentado José Judson Correa, 64 anos, conta não é diferente das demais. Ele relembra que deu banho na cadela Lulu  e a colocou em cima de uma carrocinha para   não se sujar, enquanto ele terminava de guardar os objetos utilizados. 

    “Em menos de cinco minutos, veio uma criança gritando, dizendo que ela estava morrendo. Não entendi nada. Quando vi, ela estava em seu último sinal de vida. Tentei ajudar e dar água, mas nada adiantou. Percebi uma porção de ração em cima da carrocinha e eu não tinha colocado aquilo  ali. Ela foi envenenada.   Nós nos sentimos inseguros e com medo. Esses bichinhos são como alguém da nossa família. Quem fez isso não pode continuar impune”, reclama.

    Registro não garante solução
    Também moradora do condomínio Nova Colina I, a funcionária pública Maria Aparecida Macedo, 48 anos, aponta que o cachorro de estimação também morreu com   sintomas de envenenamento.

    “Não posso acusar ninguém, mas o certo é que o problema está aqui dentro. Tem alguém exterminado os animais. Não temos segurança. Alguns vizinhos até fizeram ocorrência na delegacia, mas   essa pessoa continua com a matança”, diz Maria.

    Sintomas
    Geralmente sob a forma de um granulado cinza escuro ou grafite, o chumbinho é bastante utilizado como raticida e o efeito é bem rápido: costuma aparecer de cinco a dez minutos após a ingestão. Os sinais de intoxicação podem ser vários: salivação (o animal começa a babar), vômitos, diarreia, convulsão, incoordenação, tremores, falta de ar e hemorragia oral ou nasal, entre outros. O tratamento para os casos de intoxicação   tem bons resultados se feito logo após o início dos sintomas.

    Em caso de morte por envenenamento, o proprietário do animal deve  comparecer à delegacia para registrar um boletim de ocorrência. Apesar dessa previsão de registro, a  redação do Jornal de Brasília entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública e, segundo a assessoria, o órgão não dispõe de estatísticas específicas sobre o envenenamento de animais.

    Procurada, a 13ª DP (Sobradinho), responsável pela área do condomínio em questão,  também disse não ser possível prestar informações sobre o caso no momento.

    Prisão ao criminoso
    O crime de maus-tratos a animais está previsto na Lei de Crimes Ambientais 9605/98 e estabelece    pena  de detenção de três meses a um ano e multa. Esse tempo é aumentado de um sexto a um terço  se ocorre morte. A compra e a venda de chumbinho também são crimes, pois são proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O dono da faixa colocada no Sudoeste não foi localizado pelo JBr.


    Por: Ingrid Soares – Jornal de Brasília – Foto: Alex Amaral

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