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  • segunda-feira, 2 de novembro de 2015

    O Memorial dos Povos Indígenas lindo e apropriadamente repaginado

    Museu de roupa nova

    Quem passa pelo Eixo Monumental, na altura do Memorial JK, deve ter reparado que em frente, naquela construção circular, o Memorial dos Povos Indígenas, que é dedicado à cultura indígena brasileira e foi desenhado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, construído em 1987, ativado desde 1999, está de “roupa nova”.

    Curiosa e encantada ao mesmo tempo, procurei saber o que significava aquela pintura, em preto e branco, com desenhos geométricos, exatamente como a gente está habituado a ver na pele de índios e índias, cada qual com um significado e uma finalidade específica.

    Conversei com o atual diretor do memorial, Álvaro Tukano, para que me informasse sobre aquela pintura tão bonita e vistosa, intercalada com espaços verticais em vermelho, que nos remete exatamente às pinturas à base de urucum.

    Ele me disse que a pintura é originária da Yawalapiti, do Xingu.

    Assim como o canto, a dança, a pintura corporal tem um significado que denota uma multiplicidade de seres espirituais, usa o corpo como expressão da cosmologia e as dimensões do plano terrestre, entre outros fatores de extrema complexidade para os quem vivem em outra realidade e em outra cultura.

    Quis saber do diretor Álvaro Tukano sobre o tempo em que a pintura permanecerá nas paredes externas do memorial. Ele me disse que é passageira. Embora não tenhamos entrado em detalhes e motivos, uma coisa é certa e queremos deixar aqui registrado: pode ser que Niemeyer exigiu que o prédio fosse imaculadamente branco (quando a falta de pintura deixa).

    Embora tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 2007, ano em que o arquiteto Oscar Niemeyer completou 100 anos de idade, o memorial ficou lindo com aquelas reproduções da pintura Yawalapiti. Tem tudo a ver e tornou-se uma exposição da arte indígena a céu aberto pintada em uma maloca, como descreveu Niemeyer.

    Ainda mais se pintarem aquela cobertura côncava também.

    Por: Jane Godoy – Coluna 360 Graus – Foto: Claudio Reis/CB/D.A.Press – Correio Braziliense


    Um comentário:

    1. Realmente, o Memorial dos Povos Indígenas ficou com maior visibilidade. só gostaria de acrescentar, que essa pintura é de um ritual sagrado do Xingu, chamado "KUARUP" e que pertence as 16 etnias que se encontram no Parque do Xingu e não só aos YAWALAPITI, como foi citado na reportagem da jornalista Jane Godoy na coluna 360 Graus.

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