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  • segunda-feira, 23 de novembro de 2015

    #PRESERVAÇÃO » Vida longa ao Lago Paranoá

    A uma certa distância, o Lago Paranoá parece bem. Mas basta uma análise um pouco mais detalhada, in loco, para se ter ideia da degradação ambiental feita pelo homem: lixo (dentro e fora da água), árvores derrubadas, áreas descampadas e solo pobre são apenas alguns exemplos que levaram integrantes da Associação Ocupe o Lago a tomar uma atitude. Durante o fim de semana, mais de 200 voluntários sacrificaram o descanso para dar um “dia de beleza” ao ponto turístico mais importante da capital. Além do plantio de 150 mudas de árvores típicas do cerrado na Eco Quebra da 13 (reserva ambiental localizada na QI 11/13, ao lado do Hospital Sarah Kubitschek), o grupo tirou dejetos da beira do lago enquanto mergulhadores trabalharam na coleta de lixo dentro d’água. O ato está em sua segunda edição e faz parte do projeto Bosque do Atleta.

    O professor e bancário Marcelo Ottoni, 36 anos, presidente do Movimento Ocupe o Lago, explica que o evento vai além da recuperação florestal: a ideia é que as pessoas criem um vínculo afetivo com a região. Ottoni, que se considera “um ambientalista desde criança”, diz que seu principal objetivo é promover o uso sustentável do ambiente. “Uma das formas de fazer isso é recuperando as áreas degradadas e trazendo as pessoas para conhecerem o lago”, completa. “O lago antes era poluído, não é mais. Então, aquela cultura de que não se pode utilizar o lago já caiu por terra há muito tempo.” Ele mesmo é um usuário assíduo do espaço: canoa havaiana, caiaque e natação são só alguns esportes praticados por ele nas águas do mar candango.

    O movimento surgiu em 2013, com a ideia de se fazer um grande ato em defesa do Lago Paranoá no Dia Mundial da Água. Depois desse primeiro evento, interessados em levar o projeto adiante começaram a pipocar. “Hoje, somos uma associação com voz ativa em assuntos relacionados ao Lago Paranoá”, completa Ottoni. “A crise hídrica está aí para servir de alerta. Se a gente não intervir agora, no futuro, vamos sofrer muito.” Leandro Casarin Dalmas, 37 anos, é administrador interino do Lago Norte e do Varjão. Ele calcula que, nos últimos três anos, os voluntários já plantaram mais de 700 mudas. “Temos um viveiro da administração com mais de 15 mil mudas e estamos disponibilizando para o plantio em áreas de nascente e em locais desmatados”, completa.

                        O grupo Ocupe o Lago quer recuperar a vegetação do local

    Preservação
    Segundo Leandro Dalmas, o plano é aproveitar ao máximo a época das chuvas para realizar os multirões de plantio. Assim, as mudas terão mais chances de se fixar definitivamente no solo — e de sobreviver à seca do ano que vem. “Começamos a plantar há mais ou menos um mês, quando as primeiras chuvas começaram”, detalha. O ato, além da preocupação óbvia com o ecossistema do lago, tem como objetivo criar uma cultura de preservação do meio ambiente. Para isso, os organizadores apostam em workshops voltados para crianças. “Temos ações aos fins de semana com a comunidade e, durante a semana, com escolas. Levamos os meninos para conhecer o viveiro e explicamos como a semente vira muda e quando pode ser plantada.”

    Maria Clara Martins, 10 anos, e as irmãs Ana Clara e Ana Carolina Braga Zamarian, 9 e 5 anos, participaram dos dois dias de evento. Com mãos, braços, roupas e pernas sujas de terra, as meninas tiveram as primeiras noções sobre a importância da preservação ambiental. “Com o que está acontecendo hoje em dia, corremos o risco de não termos mais água e comida. Vamos precisar da vegetação nativa e da água”, comentou Maria Clara. Para Ana Clara, o dia teve jeitão de brincadeira. “Aqui, tem muitas atividades produtivas. As pessoas ajudaram a tirar o lixo do lago, outras incentivaram a gente a aprender. Achei muito divertido”, avaliou.

    A publicitária Letícia Queiróz, 37 anos, faz parte do movimento Ocupe o Lago há cerca de oito meses. A partir dos posts do grupo no Facebook, ela se interessou pelas atividades e resolveu comparecer a uma reunião, para saber mais sobre os objetivos dos participantes. Nunca mais parou de ir. Para ela, a quantidade sempre crescente de interessados no projeto é um misto de orgulho e surpresa. “No primeiro dia, tivemos uma participação muito legal. Com isso, a gente vê que as pessoas estão se conscientizando, querendo preservar a natureza e preocupadas com o meio ambiente.”




    Por: Claudia Chaves – Fotos: Ana Rayssa-Esp/CB/D.A.Press – Blog - Google - Correio Braziliense

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