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  • terça-feira, 3 de novembro de 2015

    Tecnólogos lutam pela normatização da carreira

    Segundo dados do Censo da Educação Superior, as matrículas em cursos superiores de tecnologia são as que mais crescem no país. A partir do ano de 2001 eles vieram como uma alternativa dentre as graduações que formam bacharéis e licenciados. O número de estudantes matriculados nesse nível de ensino passou de 69 mil para 680 mil, o que representa um aumento de 985%.

    A importância desses cursos e a necessidade de reconhecimento e normatização da profissão são questões permanentemente discutidas entre os profissionais. Visando entender o cenário, o deputado Prof. Reginaldo Veras (PDT) recebeu em seu gabinete estudantes, representantes de instituições do Distrito Federal, bem como o presidente da Federação Nacional dos Tecnólogos (FNT), Efraim Geraldo Leite, e a coordenadora-geral da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC), Nilva Celestina do Carmo.

    Mais voltados para o mercado de trabalho, os cursos superiores de tecnologia costumam ter menor duração e são mais focados em uma determinada área de conhecimento. Apesar de regulamentados, cursos como Gestão Pública, Recursos Humanos, Telecomunicações, Gastronomia, Radiologia e Gestão Hospitalar, por exemplo, passam por problemas nas contratações, ausência de concursos públicos e carência de normas que orientam as profissões.

    Para o reitor do Instituto Federal de Brasília (IFB), Wilson Conciani, “o tecnólogo não resolve problemas científicos a longo prazo, ele preza pela agilidade e resolução de problemas imediatos”. Segundo ele, há uma grande demanda nas empresas públicas e privadas que buscam esse tipo de profissional. “É preciso fortalecer a área, incluir os profissionais nos órgãos”, frisou Conciani.


    Fernanda Matos, que participou da reunião como representante do Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), explicou que os estudantes dos cursos de tecnologia passam pelas mesmas experiências dos alunos de graduação das instituições públicas ou privadas: projetos de iniciação científica, estágios e até elaboração de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). “Precisamos trazer os conselhos e lutar pela regulamentação da carreira. No mercado há uma barreira para o ingresso desses profissionais, mas é preciso deixar claro que não há nenhuma diferença na formação acadêmica desses estudantes”, esclareceu Fernanda.

    A coordenadora-geral da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Nilva Celestina do Carmo, concordou com os representantes das instituições de que é preciso uma mudança na mentalidade das empresas. Ela ponderou, por exemplo, que é necessário um diálogo com as empresas do setor público para que aceitem estagiários dos cursos de tecnologia no quadro de funcionários.

    PL quer regulamentar
    Os pleitos apresentados pelos profissionais das instituições do DF e demais estados estão contemplados no Projeto de Lei (PL) 2245/2007, que regulamenta a profissão de tecnólogo, do deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG). O projeto prevê a criação de conselhos federais e regionais de fiscalização e especifica que somente quem tiver o curso reconhecido pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) poderá exercer a profissão .

    Dentre as atribuições dos tecnólogos estão a análise de dados técnicos, o desenvolvimento de estudos, orientação e análise de projetos; supervisão e fiscalização de serviços dentro das suas áreas de competência contempladas no Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia do MEC; prestação de consultoria, assessoria, auditoria e perícias; exercício do ensino, pesquisa, análise, experimentação e ensaio; além da condução de equipes de instalação, montagem, operação, reparo e manutenção de equipamentos.

    O presidente da Federação Nacional dos Tecnólogos (FNT), Efraim Geraldo Leite, explicou que a carreira surgiu nos anos 60 e, comparada aos cursos de Medicina e Direito, é relativamente nova e precisa ser discutida. “É normal esse processo. Precisamos inclusive aproveitar o momento para divulgar e explicar as características e as intenções dos tecnólogos”, afirmou.
    Ao final da reunião Veras se colocou à disposição e disse que vai ajudar no que for preciso, apesar do texto extrapolar o âmbito distrital. “Como a matéria é de natureza federal, minha postura é unicamente de intermediador. Procurarei os deputados federais que possam abraçar a causa de vocês para darmos celeridade”, ponderou o presidente da Comissão de Educação, Saúde e Cultura.

    O distrital já agendou uma reunião junto ao deputado federal Rôney Nemer (PMDB-DF) e vai continuar acompanhando a demanda e o Projeto de Lei.

    Por: Anna Cléa Maduro (Assessoria de Imprensa) - Fotos: Anna Cléa Maduro/GPRV CLDF



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