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  • terça-feira, 15 de dezembro de 2015

    #BRT - DF na contramão

    Duas reportagens, publicadas domingo e segunda-feira, no Correio, retratam com precisão os problemas de mobilidade urbana no Distrito Federal. As incongruências do Expresso DF, ou BRT, refletem a nossa incapacidade de inaugurar, em tempo hábil, obras eficientes a preço justo. Anunciado como grande trunfo durante a Copa do Mundo, o Bus Rapid Transit foi parcialmente entregue poucos dias antes do mundial. Passado um ano e meio da cerimônia que teve a presença de Dilma Rousseff, o sistema acumula problemas: duas auditorias do TCDF investigam imbróglios como suspeita de superfaturamento. Diversas paradas de ônibus estão desativadas, o vandalismo tomou conta dos acessos.

    O Expresso DF se junta à galeria de obras do Distrito Federal que, executadas de forma precária à população, comprovam a dificuldade do poder público em aplicar o dinheiro do contribuinte de forma racional. Desde a inauguração da EPTG ampliada, em 2009, ouvem-se queixas sobre a pista exclusiva pela qual não circulam ônibus por falta de veículos com portas pelo lado esquerdo. As paradas estão lá ao longo da rodovia para lembrar-nos, todos os dias, como se desperdiça dinheiro público. Há ainda os pontos questionáveis em engenharia de tráfego, como as alças de acesso à EPTG e o semáforo sob o viaduto Israel Pinheiro. Em uma cidade cada vez mais dependente do transporte individual, as falhas viárias adquirem proporções monumentais em poucos meses.

    Em outra reportagem, publicada ontem, registra-se a iniciativa em torno da construção de outra ponte no Lago Sul, capaz de suportar o grande fluxo de veículos provenientes da região de Itapoã e Paranoá. É plausível considerar que a construção de nova estrutura naquela região sobrecarregaria a já saturada Ponte JK, por onde desemboca gigantesca quantidade de veículos em direção à região central de Brasília. A ampliação da malha viária do DF obedece a lógica que não tem como prosperar: em vez de retirar os carros das pistas, oferecemos condições para eles ocuparem mais espaço.

    O Distrito Federal tem hoje praticamente um carro para três habitantes. Se as políticas de mobilidade não derem prioridade ao transporte coletivo, o cenário tende a piorar: mais congestionamentos, mais poluição, mais acidentes, mais gastos. Estamos na contramão em marcha rápida.


    Por: Carlos Alexandre – Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog-Google 

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