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  • quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

    #CLDF: CPI sugere auditoria no transporte

    Reunião extraordinária da CPI do Transporte Público ontem pela manhã: divergências internas

    Documento encaminhado ontem à noite ao governador Rodrigo Rollemberg adianta algumas conclusões do relatório final da comissão que apura falhas na licitação do transporte público. Serão pelo menos três indiciados

    Após 180 dias de trabalhos, a CPI do Transporte Público na Câmara Legislativa encaminhou ontem à noite uma carta para o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) com uma série de sugestões a fim de melhorar os coletivos na capital. O documento de quatro páginas tem oito recomendações e nove críticas a respeito do funcionamento dos ônibus e dos pagamentos mensais feitos às empresas que operam o sistema. Um dos pontos é em relação a uma suposta preferência do GDF à Viação Pioneira: enquanto ela recebe em dia todos os meses, o subsídio das demais companhias costuma atrasar. Alguns integrantes da CPI, contudo, discordaram do documento. Eles se reuniram ontem pela manhã. “Esses caras estão perdidos, não avançam em nada”, reclamou Ricardo Vale (PT).

    Apesar de terem pedido para prorrogar os trabalhos em 90 dias, o Correio apurou alguns dos itens que estarão no relatório final da comissão. Três envolvidos no certame de R$ 7,8 bilhões, por exemplo, dificilmente escaparão do indiciamento: Sacha Reck, que prestou consultoria ao Executivo local enquanto advogava para empresas vencedoras da concorrência; Galeno Furtado Monte, presidente da comissão de licitação; e o ex-secretário de Transporte José Walter Vázquez. Além disso, os integrantes da CPI acreditam que o GDF poderia recuperar mais de R$ 100 milhões se cobrasse os pagamentos excedentes realizados às companhias desde a renovação da frota.

    A gratuidade a estudantes, idosos e deficientes é outra questão analisada a fundo pelos deputados. Segundo eles, é necessário um novo cálculo dos repasses feitos às prestadoras de serviço, o que poderia render uma economia de R$ 5 milhões anuais. Na visão dos parlamentares, os contratos com as cinco empresas precisam passar por uma auditoria contábil a fim de verificarem possíveis incongruências e gastos desnecessários não identificados. Eles também recomendam a Rollemberg acionar a Polícia Civil para investigar casos de carteiras irregulares do Sistema de Bilhetagem Automática. Por fim, os distritais acreditam ser necessária a reavaliação das concessões das linhas do BRT Sul, um dos principais projetos do governo passado.

    Embates
    Embora as recomendações tenham sido enviadas ao Palácio do Buriti em nome da CPI, nem todos os integrantes da comissão concordaram com o conteúdo do documento. Formada por cinco deputados, a comissão está dividida em duas: os defensores do antigo governo, que enxergam poucos problemas no processo de contratação, e os oposicionistas à antiga gestão.

    Rafael Prudente, peemedebista ligado ao ex-vice-governador Tadeu Fillipelli (PMDB), padrinho de Vázquez no mandato passado, fez uma ressalva quanto às nove afirmações. Para ele, o texto deveria ser menos incisivo e fazer apenas recomendações, sem levantar suspeitas. Ricardo Vale (PT), aliado de Agnelo Queiroz, concordou com Prudente e foi além: “CPI serve para fazer relatório final, não uma carta de sugestões no meio do processo".

    Fonte: Matheus Teixeira – Guilherme Pera – Foto:Gustavo Moreno/CB/D.A.Press – Correio Braziliense

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