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  • terça-feira, 8 de dezembro de 2015

    Lideranças que se embevecem com o poder. Só isso.

    Crises, mesmo as provocadas por sucessão de eventos em que a falta de ética pública foi o ponto comum, têm o poder de reacender na nação o desejo sincero na correção de rumos. É essa a chance que se apresenta agora ao país: mudar, deixando de lado fórmulas que provaram não servir aos interesses da sociedade. Para uma crise que se apresenta com séria profundidade, contaminando não só o aparelho de Estado, mas a própria sociedade, sequestrando-lhe a chance de segurança e bem-estar mínimos, somente reformas profundas serão capazes de produzir efeitos satisfatórios, afastando, de vez, a reincidência de antigos males. A começar pela reforma política, eliminando a miríade de legendas, acabando, de vez, com tradição arraigada de que a carreira política é o caminho mais curto para a espetacular e imediata prosperidade econômica.

    Na raiz da crise brasileira atual está a falta de preparo prático e intelectual dos ocupantes de cargos públicos. A começar pela chefia do Executivo. Para esse cargo, nas condições em que ele se apresenta, com demasiada concentração de poderes e enormes responsabilidades administrativas, o mínimo que deveria ser levado em conta, como condições sine qua non, seria o preparo do candidato para o cargo. Ou seja, para o cargo de presidente da República somente seriam considerados aptos candidatos que passaram pela administração pública de base como prefeitos e governadores e que tiveram, obviamente, a gestão devidamente aprovada pela maioria da população.

    A crise atual, experimentada de forma desesperançosa pelos brasileiros, é a prova maior e acabada do despreparo e da gestão com colaboradores corruptos. Esse despreparo, catalisado ainda pelo senso de onipotência e soberba, elevara às alturas a dissintonia entre o real e o fictício, entre o ético e o oportunismo ligeiro. Alçados à condição de soberanos, dentro de um modelo de presidencialismo de cooptação, Lula e sua criação juntaram a falta de preparo evidente e o voluntarismo caboclo, em que as ações de governo ficam sujeitas a instintos e pulsão primários, tipo faro político, desprezando experiências, vivências, saberes e ciência, consideradas coisas de burguês. Uma simples comparação entre o currículo pessoal do presidente do EUA ou da chanceler alemã dá pequena noção do quão distante estamos do conceito de estadista. Para um rebanho que segue um pastor cego (sem conhecimento), o abismo é a paragem derradeira e certa.

    A frase que foi pronunciada:
    “Um governo não pode gastar mais do que arrecada. Isso é uma irresponsabilidade com o contribuinte.”
    (Senador Reguffe (PDT-DF), ao contrariar a orientação do partido votando contra o PLN nº 5, que revê a meta fiscal, permitindo ao governo fazer um deficit de R$ 119,9 bilhões)


    Por: Circe Cunha – Coluna “Visto, lido e ouvido” – Ari Cunha – Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog - Google

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