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  • sábado, 9 de janeiro de 2016

    A outra face do Uber

    A outra face do Uber

    É inocente a visão que muitos têm do Uber. O serviço de transporte de passageiros não é ação entre amigos. Trata-se de aplicativo de uma empresa multinacional, que visa lucros e arrecada bilhões em cima do trabalho de motoristas sem qualquer vínculo empregatício. Muitos caíram na real na virada do ano. Em Brasília, nos Estados Unidos e em outros lugares onde há o Uber, usuários reclamaram de cobranças abusivas. Pagaram até cinco vezes o preço normalmente cobrado pelo trajeto. O Uber alega que emitiu aviso antes do passageiro confirmar o pedido da corrida.

    Não há como negar que houve abuso do Uber, assim como não há como negar os seus benefícios. Ele trouxe opção de escolha para o cliente, trouxe concorrência. E, como toda concorrência, fez outros serviços melhorarem, como os de táxis. No caso de Brasília, quebrou monopólio mantido com muita politicagem e serviço de baixa qualidade. Em Frankfurt, cidade alemã de 690 mil habitantes, a companhia fez algo de incomum: bateu em retirada. No começo de novembro, o Uber fechou pequeno escritório após 18 meses de operação, e suspendeu as atividades da plataforma on-line que permitia às pessoas da cidade chamarem os carros por meio de um app.

    Como mostrou reportagem do The New York Times, o Uber chegou a Frankfurt, no começo de 2014, usando primordialmente motoristas não licenciados, que não passavam pelos exames técnicos e médicos que os taxistas licenciados precisam realizar. O serviço de baixo custo da empresa, UberPop, semelhante ao UberX operado no Brasil, enfrentou contestações judiciais e terminou sendo classificado como ilegal pelas autoridades regulatórias alemãs, em março.

    A retirada do Uber de Frankfurt é apenas um dos múltiplos recuos que a empresa — hoje avaliada em US$ 62,5 bilhões — fez na Europa nos últimos meses. Em novembro, o Uber também se retirou de Hamburgo e Düsseldorf, após menos de dois anos de operações nessas cidades alemãs. Em Amsterdã, o Uber recentemente deixou de oferecer o serviço UberPop.

    E em outras cidades europeias, o Uber enfrenta a perspectiva de ser forçado a recuar — ou pelo menos a de ver sua expansão contida. Em Paris e Madri, o Uber enfrentou oposição muitas vezes violenta de operadores locais de táxis, enquanto que em Londres as autoridades estudam mudanças que vão prejudicar significativamente as ambições do Uber na cidade. Claro que o serviço de táxi nesses países e em toda a Europa é ano-luz superior ao oferecido no Brasil. Mas é um erro pensar que o Uber é a solução de todos os problemas do transporte público do país ou algo semelhante a uma ação social.



    Por: Renato Alves – Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog - Google



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