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  • segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

    #ARTESCÊNICAS » Um símbolo de liberdade - (Dança do ventre ganha espaço em Brasília)

                     Caroll Toledo: uma dança que liberta e atrai praticantes até hoje

    Dança do ventre ganha espaço em Brasília e atrai novas gerações de mulheres interessadas na arte milenar

    Com movimentos corporais que marcam as regiões do ventre e quadril, a dança do ventre retrata os passos da sensualidade feminina. Originalmente chamada de raks sharki, que quer dizer dança oriental ou dança do oriente, não se sabe ao certo onde e quando surgiu, mas entende-se que chegou à atualidade como símbolo de sedução e autonomia. Já que o termo dança oriental pode se referir a diferentes danças do Oriente, como japonesas e tailandesas, a raks sharki se espalhou pelo mundo com nomes mais característicos. Nos Estados Unidos, conhecida como bellydance, chegou à América do Sul como dança do ventre e conquistou a capital brasileira com passos que representam o poder das mulheres.

    Batidas de quadril, tremidos e ondulações abdominais são algumas características do estilo. Ao dançar, as bailarinas trabalham movimentos, expressões, sedução e impõe a espiritualidade e força feminina. Da roupa que usam até o charme que colocam na coreografia, cada belly -dancer expressa personalidade e faz com que a dança seja o reflexo de seu posicionamento como mulher. No mundo árabe, além de dançarem para si, as mulheres dançam umas para as outras e, por meio da intimidade, transmitem beleza e liberdade.

    Magia, mistério, sensualidade e autoestima são os principais motivos que levam à prática da dança. Em Brasília, as técnicas de grandes bailarinas como Samia Gamal, Taheya Karioca, Naima Akef, Fifi Abdo e Nagwa Fouad, chegaram com a paixão de mulheres que fazem da dança um instrumento de luta, liberdade de expressão e posicionamento social. Ao adotarem a dança como parte de si, as brasilienses Amura Zahra, Caroll Toledo e Dunia viraram algumas das principais bellydancers da capital e, por meio da precisão dos passos orientais, deixam claro que Brasília é um grande ponto de encontro cultural.

    Capital da dança
    “O que mais me encanta na dança do ventre é o fato de ser uma arte tão diversificada e livre, voltada a todos os tipos de mulheres e praticada inclusive por homens”, como conta Amura, que é uma das maiores profissionais do segmento e dona do Zahra Studio. Segundo a bailarina, o número de praticantes de dança do ventre aumentou consideravelmente dos anos 1990 para os dias de hoje, o que possibilitou a conquista do reconhecimento merecido pelas bellydancers.

    Para Amura, quando se fala de dança do ventre ainda há muito respeito a se conquistar, mas vale ressaltar que Brasília abriga uma grande quantidade de profissionais e que as dançarinas estão cada vez mais determinadas a mostrar a força do segmento. “São inúmeras as qualidades e os benefícios trazidos pela prática desta arte milenar”, acrescenta a bailarina.

    “A dança do ventre tem um mercado muito maior do que podemos imaginar, com grandes festivais no Egito, no Brasil, na Europa e na Argentina”, como explica Dunia, que é professora e bailarina da casa de chá paulista Khan el Khalili, por mais que a chamada época de ouro da dança do ventre tenha sido entre os anos 1940 e 1950, ela ainda encanta a muitas pessoas. Para Dunia, a simplicidade, a espontaneidade, o quadril solto e bem marcado são o que mais cativa a admiração do público.

    Segundo ela, além da grande mudança na autoestima das pessoas que adotam a dança do ventre, um dos pontos mais interessantes é que o auge das dançarinas acontece quando alcançam a maturidade pessoal. “Normalmente, o auge das dançarinas é entre os 30 e 40 anos, pois é a idade em que a mulher está em um bem-estar dela com ela mesma e sente-se mais segura de si”, completa a bailarina.


    Fonte: Correio Braziliense 

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