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  • quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

    Governo de Brasília: Calendário de vacinação terá alterações

    Espaçamento entre as doses será alterado para atender ao Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde.

    O Calendário Nacional de Vacinação adotado na rede pública de saúde do Distrito Federal sofreu algumas mudanças para melhorar a capacidade de imunização. Quatro vacinas que já eram ofertadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foram alteradas no que diz respeito ao intervalo entre as aplicações das doses. A adoção desse novo cronograma segue a normatização do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde.

    De acordo com a enfermeira-técnica da Gerência de Vigilância Epidemiológica e Imunização, Suzana Ilha, este tipo remanejamento se dá por vários fatores, dentre eles a situação epidemiológica da doença e as mudanças nas indicações das mesmas pelo laboratório produtor. O novo calendário começou a valer no dia 1º de janeiro de 2016.

    O esquema de vacinação contra o papiloma vírus humano (HPV) foi a que sofreu maior alteração, que antes previa três doses e agora passa a ser aplicada em apenas duas, sendo que a menina deve receber a segunda no período de seis meses após a primeira. O público-alvo desta vacina é composto por meninas de nove a 13 meses.

    Já a vacina pneumocócica 10 valente, que protege contra a pneumonia e outras doenças, passará a ser aplicada em duas doses – aos dois e quatro meses - e um reforço aos 12 meses, que poderá ser tomado até os 4 anos. Antes o esquema previa três doses. Essa recomendação foi tomada em virtude de os estudos mostrarem que o esquema de duas doses mais um reforço tem a mesma efetividade do esquema três doses mais um reforço.

    Em relação à vacina contra a poliomielite, a terceira dose – aplicada aos seis meses – deixa de ser oral (com vírus atenuados) e passa a ser injetável (com vírus mortos), ou seja, as crianças com dois, quatro e seis meses receberão a Vacina Inativada Poliomielite (VIP).  Já a Vacina Oral Poliomielite (VOP) continua sendo administrada como reforço aos 15 meses, quatro anos, e anualmente durante a campanha nacional, para crianças de um a quatro anos.

    A vacina da Hepatite B será ofertada a toda a população independente da idade e/ou condições de vulnerabilidade. Esse novo modelo inclui os idosos, grupo antes excluído.

    NOVOS INTERVALOS - Também haverá mudança da vacina meningocócica C (conjugada), que protege as crianças contra  meningite causada pelo meningococo C. O reforço, que era aplicado aos 15 meses, passa a ser aplicado aos 12 meses, preferencialmente, podendo ser feito até os quatro anos. As primeiras doses da meningocócica continuam sendo realizadas aos três e cinco meses. A medida é uma forma de assegurar maior proteção contra a bactéria já no início do segundo ano do bebê.  


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