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  • domingo, 7 de fevereiro de 2016

    À QUEIMA-ROUPA:Rômulo Neves - Chefe de gabinete do governador Rodrigo Rollemberg

    Rômulo Neves - Chefe de gabinete do governador Rodrigo Rollemberg, que deixa o cargo e migra do PSB para a Rede

    O que o leva a deixar o cargo de chefe de gabinete do governador Rodrigo Rollemberg, um dos mais próximos do poder no Palácio do Buriti?
    Pretendo ter mais liberdade para comentar o governo, tanto para elogiar as boas práticas, que são a maioria, quanto para criticar eventuais decisões com que não concordo. No gabinete, teria dificuldades. Passei um ano longe desse debate porque é mais difícil comentar o governo estando numa posição tão próxima do governador. Quando se elogia, dizem que é porque está no governo.

    Isso tem a ver com o seu perfil ou com o fato de você ter pretensões de concorrer nas próximas eleições? 
    Ambas as coisas. É o meu perfil e eu sou candidato em 2018. Mas também porque participar do debate público ajuda a definir políticas.

    Está rompendo com o governo?
    Não. Nem com o governo, nem com o governador. O PSB vai continuar sendo um partido irmão da Rede.

    E por que, depois de nove anos no PSB, você decidiu migrar para a Rede?
    Para mim, vida partidária é muito importante. É dentro de um partido que você identifica aquelas pessoas que vão trabalhar com você num projeto. Isso muitas vezes não é valorizado por políticos que acham que podem ter uma carreira solo, são os donos da verdade, os arautos da correção ou da inteligência... Não é como eu penso. Sem um grupo funcionando e pensando junto e de maneira mais ou menos coordenada, avalio que não tem jeito de fazer política.

    Acha que o PSB perdeu o rumo com a morte de Eduardo Campos?
    Não era fácil, mesmo para o Eduardo Campos, dar um norte para o PSB, que acabou ficando bem inconsistente conceitualmente, mas com a morte dele isso se aprofundou. Na Câmara Federal, a gente tem uma variedade nas votações que é maior do que em outros partidos e isso denota uma inconsistência. E a aproximação um pouco com o Alckmin, eventualmente com uma ligação diferente da que almejo para 2018... Essas coisas mostram, sim, que há uma dificuldade no PSB.

    Na Rede será diferente?
    Nada me garante que será diferente, que será melhor, mas a proposta atual é de que na Rede será mais democrático, mais horizontal. E hoje avalio que a melhor candidata à Presidência é a Marina Silva. Então, para mim, é muito confortável ir para a Rede.

    Acha que a Rede terá candidato próprio ao governo em 2018?
    A tendência é se manter na chapa do Rodrigo, ser um partido da base. A Luzia (de Paula), o Cláudio (Abrantes) e o Chico (Leite) têm um pensamento muito próximo do pensamento do governador nas principais questões. Agora, isso depende um pouco do tipo de coligação que o governo vai fazer e dos resultados do governo. Se o PSB lançar o hoje governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, à Presidência da República, a Rede, com a Marina Silva, não vai buscar um palanque no DF em 2018? Essa é uma opção, é um risco.

    Se pudesse apontar duas áreas que precisam melhorar no governo, quais seriam? 
    Muitas áreas precisam melhorar, mas as áreas cujos resultados afetam mais a população são saúde e mobilidade. São cruciais.

    Pode apontar alguma falha do governador na condução do governo?
    É muito difícil, saindo do governo, apontar falhas do governador. Mas eu diria que há fragilidades, que são uma combinação da estrutura e das próprias características do governo. Precisa ter mais clareza das prioridade do governo. Mais clareza vai ajudar os atores a se posicionarem e a população a entender os objetivos do governo.

    Depois de um ano e um mês no governo, pode me dizer quais são as prioridades? 
    Tenho as avaliações das prioridades, mas não sei se são as avaliações do governo. É preciso fazer um processo de ajustamento da gestão da saúde, estabelecer um projeto de desenvolvimento para a cidade para superar a crise, estabelecer um sistema de mobilidade que responda aos anseios da população e colocar a economia nos trilhos. Para mim, são as principais. Acho que o governo concorda, mas isso não está muito claro.


    Fonte:Ana Maria Campos – Coluna “Eixo Capital – Foto:Rodrigo Nunes- Esp./CB/D.A.Press – Correio Braziliense

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