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  • sábado, 13 de fevereiro de 2016

    Brasilienses falam sobre emoção de participar do The Voice Kids

    As meninas do DF arrasaram nas audições e mostraram que a história de Brasília com a música não acabou nos anos 1980
    Cantar ao vivo para centenas de pessoas em um evento transmitido para todo o Brasil e, de quebra, ser avaliada por grandes artistas da música nacional. Sonho? Para as brasilienses Nicole Luz, 13 anos; Bell Lins, 15; e Luísa Costa, 12, é a pura realidade.

    Elas se classificaram para a segunda etapa do programa de televisão The voice Brasil kids, produzido e exibido pela rede Globo. O show de talentos vai ao ar todos os domingos, às 14h.

    Há um ano, quando começaram as seletivas para a atração, as três experimentam uma nova emoção por dia. O primeiro passo foi gravar um vídeo e mandar para o site da emissora. Foram 1,3 milhão de inscritos nessa etapa. Depois, as meninas passaram pela avaliação de produtores em Brasília.

    Em 3 de janeiro, começaram as audições às cegas — em que os candidatos passam pelo crivo de Ivete Sangalo, Carlinhos Brown e da dupla Victor e Leo. Não deu outra. As meninas do DF arrasaram e mostraram que a história de Brasília com a música não acabou nos anos 1980.

    Em clima de amizade e descontração, as três conversaram com o Super! e nós contamos tudinho para você.
    Doçura e voz potente
    Moradora do Guará, Luísa Costa, 12 anos, é a mais tímida das três brasilienses no The voice. Ela também começou bem cedo na música, aos 5 anos, no coral do centro espírita, Fraternidade Alan Kardec, que os pais frequentam. Porém, ser cantora não era o único sonho da menina sonho da menina, que sempre quis ser arquiteta e se especializar em design de interiores.

    — Minha mãe viu no Facebook que teria testes para crianças e perguntou se eu queria participar. No começo, fiquei morrendo de vergonha, gravei o vídeo sozinha no meu quarto e não deixei ninguém ver. Mandamos para o programa e não achei que seria classificada. Foi muito emocionante.

    Luísa faz aulas de música em Taguatinga e conta que antes dos testes com os produtores em Brasília ficou tão nervosa que começou a se sentir mal.

    — Fiquei enjoada, minhas mãos suavam, até que minha mãe perguntou se eu queria desistir. Aí decidi que iria até o fim. Lavei o rosto e cantei. Foi incrível. Quando estava me apresentando, eu me senti viva.

    Para ela, que nunca havia cantado profissionalmente, o mundo dos famosos é muito impressionante. Algumas pessoas começaram a reconhecê-la nas ruas.

    — Às vezes eu penso: isso é real? É tudo muito novo e divertido.

    Antes de ir para a audição às cegas, em 31 de janeiro, a menina diz que imaginou o que faria se todos virassem. No dia da apresentação, ela cantou Fly me to the moon (Me faça voar até a lua, em tradução livre) e não deu outra, os quatro jurados a queriam no time e ela escolheu Carlinhos Brown.

    — É uma decisão muito difícil, mas sempre gostei do Brown. Ele é um ídolo! Estou muito ansiosa pela próxima etapa. Vai ser muito bom cantar com mais duas pessoas no palco. Não vemos isso como uma competição, e sim como um jeito de fazer novos amigos e nos divertir.
    Talento de berço
    Em uma família de apaixonados por música não poderia ser diferente. Nicole Luz, 13 anos, aprendeu a cantar ao mesmo tempo em que dizia as primeiras palavras, aos dois anos.

    — Todos me apoiam, meus pais, amigos. Sempre disseram que eu tinha talento e, como a música é coisa de família, aprendi muito desde pequena, conta.

    Nicole diz que sempre se dedicou aos estudos e que o apoio dos professores e da direção da escola é muito importante. Ela vai para o 8º ano e receberá tutorias on-line caso precise faltar a alguma aula por causa das gravações.

    — Eu amo estudar. Sempre fui muito aplicada, então acho que o programa não vai me atrapalhar em nada. Além disso, nós vamos para o Rio no sábado e podemos voltar no domingo mesmo.

    A moradora de Sobradinho diz que ficou muito emocionada em participar e que sempre se imaginou cantando.

    — Gosto de público grande porque não dá para encarar o rosto de cada pessoa e isso me deixa mais tranquila. No dia da audição, eu estava nervosa, mas, quando subi no palco tudo mudou. Se estou cantando, fico bem, e foi isso que senti, lembra.

    Ela se apresentou no último domingo (7) com a canção That’s what friends are for (É para isso que amigos existem, em tradução livre) e fez jurados e público se emocionarem. As quatro cadeiras se viraram e Nicole escolheu entrar para o time de Ivete Sangalo.

    — Sempre fui fã da Ivete. Ela é diva e quero ser como ela quando crescer. Na hora, fiquei em dúvida, todos são muito bons. Mas eu ouvi meu coração e era com ela que eu queria aprender mais.
    Carreira infantil
    Desde os cinco anos de idade, Bell Lins, 15 anos, canta com o pai em casamentos e eventos regionais. A menina se divide entre a casa dele, no Jardim Botânico, e a da mãe, em Santo Antônio do Descoberto.
    — É guarda compartilhada que funciona de verdade, brinca.

    A estreia tão novinha foi para substituir o irmão em um show. Em todas as apresentações as pessoas comentavam sobre a voz impressionante da menina e que ela deveria levar a carreira para a televisão. Quando surgiu a seleção para o The voice kids, Bell viu a oportunidade de colocar as sugestões em prática.

    — No dia em que fiz a inscrição foi muito difícil. Ficamos até as 3 horas da manhã acordados tentando carregar meu vídeo. Mas, quando fui chamada, a emoção foi ainda maior. Meu coração ficou superacelerado quando vi o Tiago Leifert no dia da entrevista. Ele é incrível!

    Bell cantou Jack Soul Brasileiro em 10 de janeiro e também foi disputada pelos técnicos. Para ela, foi a escolha mais difícil que fez.

    — Eu ainda não tinha pensado nessa possibilidade. Mas, na hora, meu coração pediu Ivete. Quando eu era pequena, meu pai costumava colocar o DVD do show dela no Maracanã e eu adorava vê-la entrar no palco de moto, lembra.

    A amizade com a rainha do axé começou forte. No fim de semana passado, Bell cantou com Ivete em cima de um trio elétrico em Salvador. Ela afirma que é uma emoção incomparável ver tantas pessoas desconhecidas gritando seu nome.

    — Nas redes sociais, tenho muitos fãs e adoro responder a todos eles. Recebo 500 mensagens por dia e me esforço para falar com cada um. É muito lindo! Indo para o 1º ano do ensino médio, a jovem tem muitas opções de carreira, mas todas ligadas à arte.

    — Quero fazer artes cênicas, design de moda e estudar música. Não sei se vai dar tempo para tudo, mas as três coisas são meu sonho.


     Fonte: Jéssica Gotlib /Especial para o Correio – Fotos: Minervino Junior/CB/D.A.Press – Correio Braziliense

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