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  • domingo, 7 de fevereiro de 2016

    Empresas inescrupulosas ferem a democracia

    Seguindo o mesmo receituário do tipo bolivarianista, que quebrou a outrora pujante Venezuela, o Brasil, conforme desenhado pelos ideólogos do partido no governo, tem encontro marcado com a ruína. Para os analistas, experimentamos agora os ventos da década perdida.

    Todos os indicadores econômicos negativos apontam o dedo acusador para o governo atual. A crise, como todos já perceberam, tem nome e sobrenome, endereço fixo e impressão digital conhecida. O apoderamento do Estado por uma facção e a imposição de uma linha de pensamento enviesado, materializado em políticas econômicas do tipo “nova matriz econômica” ou o que quer que isso signifique, nos trouxe até aqui. O difícil será escapar dessa depressão pelas mãos dos mesmos que nos empurraram.

    O Plano Real criou as condições econômicas necessárias que permitiram um começo promissor de amplo desenvolvimento. Acontece que quem haveria de colher e saborear os frutos maduros do plano de estabilização foi justamente aquele que cuidou, depois de sepultá-lo a sete palmos, de substituí-lo por ideário pré-muro de Berlim. Deu no que deu. Os efeitos desse descaminho se alastram não só na economia, mas na vida das pessoas e empresas, afetando indiscriminadamente tudo e todos.

    Na política, as repercussões são ainda mais deletérias, pois afetam a dinâmica do próprio Estado. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que congrega 35 países democráticos, com economias de livre mercado, vem, há vários anos, elaborado série de estudos e análises que demonstram, cientificamente, os danos para as políticas domésticas, da excessiva intromissão do Estado na vida dos cidadãos.

    Aliás, é bom que se note, o Brasil da estrela vermelha na lapela não integra a OCDE como membro pleno por motivos puramente ideológicos. Na visão distorcida do Planalto, “preferimos ser grande entre os pequenos (emergentes)”.

    O aparelhamento do Itamaraty, nos últimos anos, cuidou de represar o desejo dessa integração. Quem perde é o país. Há pouco, esse organismo internacional apresentou estudo que demonstra os riscos para a democracia da captura política feita pelos grandes doadores (empresas e empreiteiras) no financiamento dos partidos políticos, principalmente durante as campanhas eleitorais.

    O que os brasileiros assistem hoje, em capítulos na Operação Lava-Jato, é exatamente a esse fenômeno ideológico: em troca de recursos para partidos e políticos variados, o Estado, via partidos, escancara as portas do cofre. Esse sequestro dos partidos por grupos poderosos, aumenta ainda mais o descrédito nas legendas políticas ante o eleitorado, com reflexos negativos e diretos para a própria existência da democracia.

    “Quando a política é influenciada por doadores ricos, as regras ficam dobradas em favor de poucos e contra os interesses de muitos. Manter padrões rigorosos nos financiamentos políticos é uma parte fundamental da nossa batalha diária para reduzir a desigualdade e restaurar a confiança na democracia, afirma o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría.

    Eliminar simplesmente da visão das pessoas, o financiamento das campanhas por empresas, como fizemos agora, não resolve o caso, já que esses recursos transitam pelos subterrâneos do caixa 2.

    Parte do que o estudo da OCDE recomenda é o seguinte: 1) Os países devem elaborar sanções contra a violação dos regulamentos financeiros, como caixa 2, por exemplo; 2) Os países devem encontrar um equilíbrio entre financiamento político público e privado; 3) Os países devem se concentrar em fazer cumprir os regulamentos existentes, e não adicionar novos; 4) Instituições responsáveis pelo cumprimento dos regulamentos de financiamento de partidos políticos devem ter um mandato claro, o poder legal adequado e a capacidade de impor sanções.

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    A frase que não foi pronunciada
    “Se todos são iguais perante a lei, por que há 13 exceções dispensadas da revista mecânica para a visita em estabelecimento prisional?”
    (Interno na Papuda pensando com os próprios botões)




    Por: Circe Cunha – Coluna: Visto, lido e ouvido – Ari Cunha – Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog - Google

    Um comentário:

    1. Excelente texto e realidades retratados... Repassei para minha rede pois tem alcance inclusive internacional, para quem quer tentar entender o que acontece por aqui...

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