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  • sábado, 27 de fevereiro de 2016

    #ENTREVISTA: PAULO SALLES » Atenção aos recursos hídricos

    "As pessoas precisam perceber que a tesourinha alagada na época das chuvas, por exemplo, não existia antes. Se acontece hoje, é por culpa nossa"

    O presidente da Adasa, agência responsável pelo Fórum Mundial de Águas, conta como o evento discutirá um dos principais temas da atualidade

    A oitava edição do Fórum Mundial de Águas, maior conferência do planeta sobre o assunto, terá Brasília como sede. Responsável pela organização, a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa) discute os preparativos para o evento, previsto para abril de 2018. Presidente da autarquia desde setembro do ano passado, o biólogo Paulo Salles conta, em entrevista ao Correio, quais são as expectativas.

    Quais serão os principais assuntos discutidos no fórum? 
    Saneamento básico, poluição da água, mudanças climáticas e sustentabilidade são temas atuais muito fortes. Haverá comissões regionais, nas quais serão discutidos assuntos específicos de cada continente, e a comissão política, que terá como foco a legislação nos mais de 150 países participantes do evento. A intenção é trocar experiências de casos práticos, que funcionam bem na gestão dos recursos hídricos.

    O fórum ganha destaque a cada ano. A primeira edição, em 1997, teve cerca de 500 participantes. Em 2018, devem ser 40 mil. O interesse pelo assunto cresce no Brasil, acompanhando o movimento mundial? 
    Sim, muito. A falta de água abriu os olhos para a importância do tema, pois ela influencia todas as atividades humanas, inclusive as econômicas. Isso gera de racionamento a perda de empregos, o que preocupa as pessoas.

    Qual será o investimento necessário para a realização do evento? 
    Estimamos que serão investidos cerca de R$ 130 milhões, contando com preparação e reuniões anteriores ao fórum. O dinheiro virá de três fontes: governos federal e distrital, responsáveis por até 50%, e iniciativa privada, com a outra metade ou mais. A fatia do GDF é a menor. Espera-se contribuição de 10% a 20% do valor (ou seja, até R$ 26 milhões). A contrapartida e os benefícios trazidos pelo evento certamente cobrirão o gasto.

    De que forma os brasilienses se beneficiarão com o evento? 
    Principalmente com a conscientização, que é o principal objetivo. As pessoas precisam perceber que a tesourinha alagada na época das chuvas, por exemplo, não existia antes. Se acontece hoje, é por culpa nossa. Além disso, o fórum vai trazer novas soluções para os problemas hídricos da cidade. Outro ponto positivo é alavancar o turismo e os negócios, em especial nos setores de lazer, bares, restaurantes e hotelaria. Espera-se ter um retorno muito grande com a visibilidade que Brasília vai ganhar como cidade sustentável.

    O lema da 8ª edição do fórum será "Compartilhando água". De onde saiu a ideia? 
    Baseou-se na própria legislação de águas brasileiras, a Lei nº 9.344/1997, que enfatiza a ideia de descentralização do controle da água, a participação da sociedade nessa gestão e a garantia de usos múltiplos dos recursos, ou seja, todo mundo tem direito de usar, desde que respeite o espaço dos outros. Todas as discussões do fórum terão esse pano de fundo.




    Fonte: Alessandra Azevedo - Especial para o Correio – Foto: Minervino Junior/CB/D.A.Press – Correio Braziliense


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