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  • sábado, 6 de fevereiro de 2016

    O brilho do artista brasiliense - (Atores e atrizes do DF despontam pelas telas e palcos do país)

    Atores e atrizes do DF despontam pelas telas e palcos do país e chamam a atenção pela formação e compromisso com o ofício
    Representam Brasília 
    Camila Márdila 
    Premiada no Festival de Sundance, Camila surpreendeu pela maturidade cênica ao encarnar Jéssica em Que horas ela volta?. A formação da atriz congrega o que há de melhor no teatro brasiliense: foi aluna de Luciana Martuchelli, André Amaro, Tullio Guimarães, fez oficina com Hugo Rodas e, finalmente, esbarrou com os Irmãos Guimarães. Com eles, firmou-se enquanto artista. Em 2016, além da peça A tragédia latino-americana, de Felipe Hirsch, Camila contracena com Milhem Cortaz no filme Altas expectativas. Fora outros projetos, ainda mantidos sob sigilo.
    Mariana Nunes 
    Bacharel em interpretação teatral pela Dulcina de Moraes, Mariana Nunes já conta com uma trajetória consolidada no cinema. Ao todo, mais de 10 filmes no currículo, a exemplo de Febre do rato, Alemão e Trinta (no qual ela dá aula de atuação em uma das cenas finais, emocionante). Somente este ano, Mariana deve aparecer em quatro novos títulos. Entre eles, Pelé — The birth of a legend, uma produção norte-americana sobre o jogador. Mas o principal burburinho em torno do nome de Mariana deve ser por conta de Liberdade, liberdade, nova novela das 23h da Globo.
    João Campos 
    Logo após receber o Candango de melhor ator coadjuvante de curta-metragem na última edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, João Campos correu para o interior do Piauí, onde participou de um tradicional festival de teatro. Voltou com novo troféu debaixo do braço. Aluno de Luciana Martuchelli, João está com dois espetáculos engatilhados: As três irmãs, clássico de Tchekhov, e Ifá, que fará com a companhia Novos Candangos, da qual faz parte. No cinema, pelo menos três curtas-metragens inéditos trazem João Campos no elenco.
    Rosanna Viegas
    Cria de Hugo Rodas, Rosanna figura entre as mais elogiadas atrizes brasilienses. O trabalho na peça Adubo ou a sutil arte de escoar pelo ralo (o momento solo de Rosanna é digno de aplausos em cena aberta) ou no filme Cru, entre outros exemplos, levaram a artista ao Rio de Janeiro, onde ela já teve a oportunidade de gravar para a tevê e trabalhar no teatro com diretores conhecidos, como João Falcão. No momento, ela começa a se preparar para uma nova empreitada cênica, aprofunda pesquisa sobre a figura da mulher com outras atrizes de Brasília e aguarda a estreia de Supermax, na Globo.
    Fernanda Rocha 
    O longa O último Cine Drive-in, de Iberê Carvalho, ilustra o belo momento do cinema candango. O diretor e produção acertaram não somente na condução do enredo, mas na escolha do elenco. Breno Nina e Fernanda Rocha emocionam nas telas. Não à toa, foram premiados no último Festival de Gramado. Fernanda, inclusive, já havia sido laureada pelo mesmo trabalho no badalado Festival do Rio. Os projetos atuais são muitos: dois curtas, dois longas, espetáculos de teatro. Carioca, radicada em Brasília, Fernanda vem sendo, merecidamente, disputada por diretores.

    Na tevê, Rainer Cadete aparece com destaque na novela Êta mundo bom!; Juliano Cazarré consolida o nome em A regra do jogo; Mariana Nunes deve surpreender na próxima atração das 23h, Liberdade, liberdade; assim como Rosanna Viegas, que cortou os cabelos para atuar em Supermax, a estrear. Todos brasilienses.

    Diretores e produtores de teatro, cinema e televisão, como nunca, são seduzidos pelo trabalho do artista do Distrito Federal, que se destaca pela formação e entrega incondicional aos personagens. A exemplo de Chico Sant’Anna e Murilo Grossi, que carregaram a capital federal país afora, uma nova geração aparece munida do melhor da arte cênica desenvolvida aqui.

    Formação 
    Questionada pelo Correio sobre essa elogiada safra atual, a atriz e diretora Beth Goulart não se surpreende. Principalmente, se a trajetória desses atores se entrelaça com alguns nomes que ela faz questão de enaltecer. “Segui o trabalho de Iara Pietricovsky, uma atriz maravilhosa. Trabalhei com o Hugo Rodas na preparação do espetáculo Decadência, assim como tive contato com os Irmãos Guimarães. Ótimos diretores. Todos os atores que trabalharam com eles têm meu aplauso e reconhecimento”, comentou.

    O aclamado oráculo Hugo Rodas fica orgulhoso ao saber que os discípulos seguem carreiras vitoriosas. “Nada me deixa mais alegre do que perceber esse trabalho dos alunos. Vê-los consagrados pelos palcos”, conta. O diretor uruguaio-candango acredita, acima de tudo, no “esforço, na troca e na experiência coletiva”.

    Professor emérito do Departamento de Artes Cênicas da Universidade de Brasília (UnB), Hugo lembra que o instituto, por anos, focou na “interpretação do ator”, na busca por uma visceralidade na arte de interpretar, “o que contribui para a formação da geração atual”. Um movimento, segundo ele, que perdeu forças recentemente: “Não tenho nada contra a arte performática. Mas o departamento deixou um pouco de lado essa preocupação com a interpretação, com a construção coletiva. Teremos grandes performers. Mas tenho lá minhas dúvidas sobre os atores”.

    Reconhecido diretor, ator e dramaturgo, Alexandre Ribondi lembra que essa vocação local para o teatro é antiga. “Nos anos 1960, 1970, tínhamos um grupo de pessoas extremamente inteligentes, que realmente pesquisavam e se sentiam livres para tal. Brasília não tinha passado, ‘avós’ para te criticar, te supervisionar. Brasília, então, tornou-se um celeiro de experimentações e passou a formar diretores e atores, a exemplo de Lais Aderne. Nós experimentávamos. Fazíamos de tudo. Isso foi dando à capital uma maneira de interpretar diferente”.

    As lições da geração de Ribondi, da qual saíram nomes como Guilherme Reis e a própria Iara Pietricovsky, aliadas à ousada formação proposta pela UnB, pela Faculdade Dulcina de Moraes, pelas oficinas de Adriana Lodi e Luciana Martuchelli (e hoje também pelo curso de teatro do Iesb), resultaram em nomes dispostos a carregar o ofício a qualquer preço. Gente de Brasília. Gente do teatro.


    Fonte: Diego Ponce de Leon – Fotos: Diego Bresani/Divulgação – Carlos Moura/CB/D.A.Press-André Mantelli/Divulgação – Diego Ponce de Leon/CB/D.A.Press – Arquivo Pessoal – Correio Braziliense

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