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  • quarta-feira, 30 de março de 2016

    #ALIMENTAÇÃO » Orgânicos em alta no DF

    O consumidor da capital federal é um dos que mais procura esse tipo de alimento no Brasil, mesmo pagando mais caro. Números indicam a necessidade de o governo investir na agricultura familiar para a cidade se tornar líder no setor

    Os brasilienses têm 86% mais chances de consumir alimentos orgânicos, na comparação com as demais unidades federativas do país. A justificativa para isso está na conscientização e nas condições de vida da capital federal, uma vez que a cidade figura acima da média nacional em aspectos como renda média familiar e nível de escolaridade — alguns dos fatores determinantes para o consumo do tipo alimentar. A facilidade logística na distribuição e na comercialização desses produtos, proporcionada pela estrutura local, também contribui para o resultado. A informação é de estudo produzido pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).

    Desenvolvido a partir de dados de 2008 da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estudo Motivações para o consumo de alimentos orgânicos — Possibilidades do Distrito Federal revelou que a capital tem potencial para se tornar protagonista quando o assunto é o consumo de orgânicos — alimentos livres de produtos químicos e hormônios sintéticos. Diante disso, o presidente da Codeplan, Lucio Rennó, considera fundamental a estruturação de políticas públicas que estimulem a agricultura familiar. “O incentivo à produção local deve se dar especialmente em momentos de crise, quando precisamos pensar em alternativas de trabalho. Se o DF tem esse mercado, por que não fortalecer a produção?”, questiona.

    A ideia central da pesquisa era entender as razões que levam grupos de pessoas a pagar mais caro para consumir alimentos orgânicos, tanto de origem animal, quanto vegetal. A explicação aponta para uma maior preocupação da sociedade com a saúde e a sustentabilidade. Na prática, as pessoas querem saber de onde vem o alimento que consomem e por quais processos ele passou até chegar às prateleiras. Como explica o diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas da Codeplan, Bruno de Oliveira Cruz, há uma mudança no estilo de pensamento das famílias. “O setor está se desenvolvendo porque os consumidores modificaram hábitos alimentares e buscam mais saúde”, afirma.

    O consumo de orgânicos tende, ainda, a aumentar de acordo com a elevação da renda. A pesquisa revelou que, quando a renda de uma família cresce 1%, a tendência é que o consumo desses alimentos se eleve em 0,12%. Não por acaso, a classe A, com renda superior a 20 salários mínimos, é a maior compradora de produtos orgânicos. Apesar disso, existe uma pequena parcela da classe E, com renda de até dois salários mínimos, que também procura esse tipo de alimento.

    “Isso mostra que há uma demanda por orgânicos e por melhores condições alimentares, inclusive nos casos em que o poder aquisitivo é menor”, destaca Cruz. Em 2013, o valor do rendimento médio mensal das famílias que recebem até um salário mínimo cresceu 27% em relação a 2008. O aumento gradativo é uma das razões para que as projeções de elevação no consumo de orgânicos na capital federal sejam otimistas.

    Os mais consumidos no Brasil
    » Leite de vaca 30%
    » Verduras e legumes 20%
    » Laticínios 12%
    » Suco de fruta ou vegetal 9%
    » Café 7%
    » Frango 6%
    » Frutas 5%
    » Arroz 3%
    » Feijão 2%
    » Carne bovina 2%
    » Açúcar 1%
    » Outros 3%


    Fonte: IBGE

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