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  • segunda-feira, 14 de março de 2016

    Estádio Mané Garrincha: Ex-governadores Arruda & Agnelo citados na Lava-Jato

               Obras do Mané Garrincha aparecem na delação premiada de Otávio Azevedo

    Os ex-governadores do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM) e Agnelo Queiroz (PT), estariam na lista de cinco acusados de receberem propina da construtora Andrade Gutierrez. A informação foi divulgada pela revista Veja, veiculada no último sábado. 
    A matéria afirma que, de acordo com a delação premiada de Otávio Azevedo, ex-presidente da empresa investigada pela Lava-Jato, os políticos teriam recebido cerca de R$ 2 bilhões pela construção do Estádio Nacional Mané Garrincha. 

    Azevedo, em seu depoimento à Procuradoria-Geral da República, disse que a “comissão” seria uma forma de garantir as vantagens da construtora durante as obras para a preparação da Copa do Mundo de 2014.

    A prática era recorrente, segundo delação de Otávio Azevedo: “Pagar propina por obras do governo petista (de Lula e Dilma) era regra de qualquer setor, e não uma anomalia apenas da Petrobras”. A Andrade Gutierrez está entre as empresas envolvidas na Operação Lava-Jato, que descobriu o cartel de empreiteiras que dividiam contratos de obras na Petrobras e pagavam comissões ao Partido dos Trabalhadores (PT). No caso do Mané Garrincha, a empresa de Azevedo dividiu a responsabilidade da obra com a Via Engenharia.

    Sérgio Cabral (ex-governador do Rio de Janeiro), Eduardo Braga (ex-governador do Amazonas e atual ministro de Minas e Energia) e o senador Omar Aziz são os três outros políticos citados por Otávio Azevedo. O delator mencionou ainda Ricardo Berzoini, ministro da Coordenação Política, como o responsável por receber propina pelos contratos governamentais. O depoimento indicaria, inclusive, a tabela de cálculo das “comissões”, que variavam de 1% a 5%. De acordo com a reportagem, Erenice Guerra, ex-chefe da Casa Civil do ex-presidente Lula e Antônio Palocci, ex-chefe da Casa Civil da presidente Dilma Rousseff, também fariam parte das negociatas.

    O estádio de Brasília é considerado o terceiro mais caro do mundo. Em 2014, um relatório do Tribunal de Contas do Distrito Federal descobriu indícios que apontavam irregularidades na obra. Orçado, em um primeiro momento, em R$ 700 milhões, o valor final do estádio foi de R$ 1,7 bilhão. À época, o documento afirmava que pelo menos R$ 431 milhões do custo total da empreitada eram superfaturados.




    Fonte: Correio Braziliense – Fotos: Edilson Rodrigues/CB/D.A.Press - Google

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