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  • quarta-feira, 30 de março de 2016

    #MEIOAMBIENTE » O clima no dia a dia urbano

    A boa posição da capital não significa que ela não esteja exposta a impactos ambientais

    Estudo aponta necessidade de adaptação de obras de mobilidade por causa das constantes mudanças climáticas vividas pelo planeta no último século. Mesmo em uma situação confortável, Brasília precisa tomar cuidados a fim de evitar problemas

    As mudanças climáticas estão no dia a dia dos moradores das cidades brasileiras. Na mobilidade, a ligação torna-se ainda mais sensível — nos dias de tempestades, o trânsito para; nos de intenso calor, a malha asfáltica pode deformar e, com o tempo, deixar o fluxo mais lento. Diante desse novo cenário, é preciso levar em conta as modificações no clima para os projetos urbanísticos futuros. Por isso, um grupo de pesquisadores elaborou um estudo intitulado Adaptação às mudanças climáticas na mobilidade urbana, que será apresentado hoje na sede do Ministério das Cidades. Ele vai nortear as políticas públicas nos municípios do país.

    O Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP Brasil) elaborou o estudo, que coloca Brasília em uma posição confortável entre as cidades menos vulneráveis à adaptação da mobilidade urbana em relação ao clima. A capital do país perde somente para Belo Horizonte. Entre as capitais que merecem atenção especial da população e do poder público estão Salvador, Maceió e Porto Velho.

    A situação de Brasília não diminui os cuidados que a cidade deve tomar com os impactos ambientais, alerta o estudo. Assim como em outros lugares, o ir e vir dos moradores vem sendo, sistematicamente, prejudicado pelas mudanças climáticas. As chuvas fora de época e a grande estiagem do fim do ano são exemplos disso. O brasiliense passou a conviver com tesourinhas inundadas e carros submersos, além de alagamentos como o da Vila Cauhy, no Núcleo Bandeirante, no início deste ano.

    Daniel Orbeling, responsável pelo estudo, explica que a capital federal sofre os impactos ambientais, porém, a capacidade da cidade de se adaptar faz com que ela suba posições no ranking dos municípios menos vulneráveis. “Brasília adapta-se por causa da renda e da estrutura institucional. Há uma finança pública mais favorável do que em outras cidades”, comenta. Orbeling destaca que o estudo é um norteador, mas que as autoridades e a população locais poderão entender melhor as necessidades próprias.

    No caso de Brasília, os caminhos longos, com média de viagem de 39 minutos, e o intenso uso do carro, em detrimento a transportes coletivos, como metrô e ônibus, deixam os deslocamentos mais vulneráveis. Mesmo assim, não é atingida com intensidade semelhante, como ocorre no Rio de Janeiro, em Salvador e em Manaus, por exemplo. “Qualquer tipo de perturbação cria transtornos, mas aqui isso acontece em nível menor do que em outras cidades brasileiras”, afirma Orbeling.

    Adaptação
    Embora a capital tenha 24,5% dos domicílios em áreas irregulares, como o terreno é plano, há poucas enxurradas e deslizamentos. “No Rio de Janeiro, por exemplo, as invasões são em morros. Uma tempestade pode gerar deslizamentos e impedir a mobilidade”, defende Daniel Oberling. Para o pesquisador, o Distrito Federal deve se apropriar da capacidade de adaptação. “Brasília tem que buscar entender as vulnerabilidades e atacar problemas pontuais, para evitar problemas maiores.”

    Os índices elaborados pela pesquisa não são estáticos e devem ser atualizados com o tempo. Orling explica que o planejamento deve ser feito pensando em um futuro de temperaturas mais altas e eventos climáticos extremos. “Hoje, as obras públicas de drenagem de trilhos e de asfalto são pensadas levando em conta a série histórica climática. Temos que trabalhar sob outra perspectiva. Nos últimos 10 anos, registramos as temperaturas mais altas desde o início dos estudos. A pesquisa foi patrocinado pelo Ministério das Cidades e pela Embaixada Britânica.

    Índice de vulnerabilidade

    Capitais menos expostas
    1. Belo Horizonte
    2. Brasília
    3. Curitiba
    4. Palmas
    5. Vitória

    Capitais mais expostas
    1. Salvador
    2. Maceió
    3. Porto Velho
    4. Belém
    5. Manaus



    Fonte: Flávia maia – Foto: Heliomonteferre/Esp.CB/D.A.Pres – Correio Braziliense

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