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  • quinta-feira, 17 de março de 2016

    Sem condições de prosseguir - (Com líderes desse calibre, marchamos incontinentes para a ruína certa.)

    Povoada de indivíduos medíocres instalados nos mais diversos postos do Estado, nossa pobre República se tornou tão frágil e instável que não resiste à bisbilhotice das provas eletrônicas. E não resiste, por um simples detalhe: nas conversas e nos diálogos que são travados nos principais gabinetes das autoridades em Brasília, o conteúdo é pra lá de antirrepublicano, não raras vezes na contramão do que reza o próprio Código Penal. Pelo que a sociedade tem visto, lido e ouvido até aqui, as tratativas firmadas por nossas autoridades entre quatro paredes, no mínimo, afrontam a Constituição.

    É justamente nessa contradição, em que a coisa pública é tratada bem longe do interesse e da curiosidade pública, que afundamos todos. Ao pé do ouvido, o Estado é retalhado e dividido quase que democraticamente entre os muitos apoiadores das manobras. A política, deformada nos alicerces, tornou-se ramo de negócio. Os acordos políticos não vão além de tratativas comerciais, em que o importante é o quanto vão render, para cada um dos negociantes, os acordos fechados. Com gente assim, nossa República se transformou em grande feira, onde tudo é negociável, inclusive a ética pública.

    Fosse permitida à nação escutar os diálogos travados nos gabinetes do terceiro andar do Planalto ou durante almoços e jantares no Alvorada, o alerta de que “a casa caiu” poderia ser substituído pela frase “o Palácio caiu”. O governo, em primeiro plano, e a República como um todo perderam o último e principal pilar, que os sustentava perante a sociedade e pode ser resumido na palavra credibilidade. Mesmo nas mais insignificantes negociações comerciais do dia a dia, exige-se a figura da credibilidade, quiçá quando o que está em jogo é toda uma nação.

    Quão comprometedores, perigosos e ilegais são os diálogos de nossas autoridades jamais saberemos na integralidade, mas, pelo pouco que se tem vazado para a sociedade, já é possível ter noção suficiente de que estamos sendo levados por mãos erradas. Não falem de ilegalidade da prisão coercitiva. Por favor, não citem Constituição ou Estado democrático de direito. Chega de embaçar a realidade com sopa de letrinhas. Quem é autoridade e rouba devolve o dinheiro e é preso. Com líderes desse calibre, marchamos incontinentes para a ruína certa.

    ***

    A frase que foi pronunciada
    “A verdade e a mentira são construções que decorrem da vida no rebanho e da linguagem que lhe corresponde. O homem do rebanho chama de verdade o que o conserva no rebanho e chama de mentira o que o ameaça ou exclui do rebanho. [...] Portanto, em primeiro lugar, a verdade é a verdade do rebanho.”
    (Friedrich Wilhelm Nietzsche)


    Por: Circe Cunha – Coluna “Visto, lido e ouvido” – Ari Cunha – Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog - Google

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