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  • sexta-feira, 25 de março de 2016

    Visita ao Começo de Tudo - História do Museu Vivo da Memória Candanga

    Visita ao Começo de Tudo
    Muitos brasileiros e brasilienses não sabem que o projeto de Brasília começou a tomar forma exatamente quando os candangos e os que dirigiam as obras de construção da cidade se instalaram, a partir de 1956, na Cidade Livre, hoje Núcleo Bandeirante, e que, ao lado da Cidade Livre, seria erguido o primeiro hospital do Distrito Federal, que levaria o nome de Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira (HJKO). Pois este antigo hospital de madeira provisória como tudo que se construiu para servir de suporte ao surgimento de Brasília, é hoje o mesmo local em que está instalado o Museu Vivo da Memória Candanga. O MVMC é o mais completo conjunto arquitetônico todo em madeira a lembrar aqueles anos pioneiros e, para nós todos, anos heróicos. Não bastasse essa referência, de núcleo original do patrimônio histórico do Distrito Federal, o MVMC tornou-se também um importante centro de referências para a transmissão dos chamados saberes e fazeres que dão testemunho da inteligência e da criatividade das diferentes manifestações artísticas regionais que aqui vieram preparar uma nova síntese da cultura brasileira. Hoje, o Museu Vivo da Memória Candanga é a menina-dos-olhos da história de Brasília e o coração onde pulsam os ideais da educação patrimonial e da melhor convivência entre pioneiros e as novas gerações de brasilienses.
    O Primeiro Hospital
    Construído em apenas 60 dias e inaugurado em 06 de julho de 1957, o Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira foi o primeiro hospital a funcionar na cidade. Órgão de assistência médico-hospitalar do IAPI (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários) no Distrito Federal, inicialmente, prestou serviços aos trabalhadores da construção civil. Seus 1.265 m² de área edificada em madeira, abrigavam ambulatório, centro cirúrgico, serviços gerais, administração, residência para médicos e funcionários com famílias e alojamentos para solteiros. A parte hospitalar, que funcionava 24 horas por dia, continha 50 leitos, oito enfermarias dispostas em duas alas divididas em feminina e masculina, duas salas cirúrgicas, aparelhos de raio-x, laboratório de análise clínica, sala de ortopedia, maternidade, berçário, farmácia e gabinete dentário com raio-x. O primeiro diretor foi o médico goiano Edson Porto. Localizado entre os três principais acampamentos migratórios de pioneiros - Cidade Livre (Núcleo Bandeirante), Lonalândia (Candangolândia) e Invasão do IAPI, o HJKO, esteve em atividade até 1968. Com a inauguração do Hospital Distrital, no Plano Piloto, em 1960, o HJKO entrou em lento declínio. A partir de 1968, passou a funcionar somente como posto de saúde atendendo aos moradores do Núcleo Bandeirante e das invasões circunvizinhas ao hospital. Em 1974, o HJKO foi totalmente desativado com a implantação dos serviços de saúde no Núcleo Bandeirante. Contudo, permaneceram habitando a área, em situação irregular, muitos ex-funcionários do hospital e outras famílias que foram agregando-se à população da área.
    Tombamento e Restauro
    Em 1983, ocorrem tentativas de desocupação e demolição das edificações por parte do IAPAS (Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social), então proprietário da área. As casas já estavam bastante deterioradas. Acontece, então, um período de intensos protestos e organização comunitária em favor do tombamento do espaço. Em 13 de novembro de 1985, o conjunto arquitetônico do HJKO foi tombado pelo DEPHA – Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico da Secretaria de Estado de Cultura do GDF, através do decreto número 9.036, sendo considerado Patrimônio Histórico e Artístico da cidade. Os moradores foram transferidos para a Candangolândia. Nesta perspectiva, foram projetadas intervenções no espaço físico, cujos critérios objetivaram conciliar as novas necessidades de utilização do espaço com a preservação dos elementos essenciais da tipologia construtiva das obras da fase inicial da construção de Brasília. Em 1986 iniciou-se o processo de restauração das edificações que compõem o conjunto do HJKO. Foram restauradas sete das oito casas da alameda originalmente utilizadas como residência de médicos, quatro dos sete galpões de alojamento e de serviços, e a edificação que abrigava o atendimento hospitalar e ambulatorial. A partir do restauro das edificações, inicia-se a implementação de ações com vistas à implantação do Museu Vivo da Memória Candanga e das Oficinas do Saber Fazer, no espaço do conjunto do HJKO.
    O Museu Vivo da Memória Candanga
    Topograficamente situado num platô privilegiado da região administrativa do Núcleo Bandeirante, o Museu Vivo da Memória Candanga é formado por 18 edificações originais do conjunto HJKO. Em 26 de abril de 1990, o Museu foi inaugurado, depois de minucioso trabalho de restauro feito por arquitetos, engenheiros, antropólogos e técnicos. Espaço de registro, preservação e difusão da história e da cultura candanga, o Museu Vivo da Memória Candanga, no cumprimento de seu papel social, propõe e realiza ações, participando da educação e da formação de crianças, jovens e adultos em diferentes programas. A instituição Museu é, portanto, compreendida como um espaço de transformação social e de desenvolvimento educacional e cultural da sociedade, com a função de resguardar identidades, estabelecer vínculos com o passado, fazer conhecer o presente. Duas vertentes norteiam os rumos do MVMC: a do patrimônio histórico-cultural, com o resgate do processo histórico e da memória sócio-cultural e a vertente da cultura em processo, incentivando a troca entre os diversos saberes e o desenvolvimento e aprimoramento do fazer. O MVMC é formado por espaço para oficinas, restaurante, administração, reserva técnica, auditório, sala de exposições temporárias e de longa duração, exposição de arte popular e artesanato, espaço para apresentações artísticas e eventos, Biblioteca, Telecentro, além do amplo bosque reservado como área de lazer.

    O cruzamento dos eixos norte-sul, leste–oeste, expresso no risco original de Brasília, marcou não somente uma nova etapa de desbravamento do território nacional como fez desta cidade o nó que atou politicamente o Brasil, integrando suas múltiplas manifestações culturais.

    Para cá afluíram nordestinos, nortistas, mineiros, cariocas, enfim, brasileiros que trouxeram consigo, além da esperança de um futuro promissor, a bagagem cultural fruto de sua vivência de origem.

    A instalação provisória desses migrantes determinou o início de um fenômeno de congraçamento nacional, fazendo dos próprios acampamentos pioneiros os focos primeiros da construção de um futuro multicultural. O maior e mais importante desses assentamentos, embrião da nova capital, foi a Cidade Livre - ou Núcleo Bandeirante. E, nas proximidades deste núcleo, instalou-se o Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira (HJKO), posteriormente transformado no Museu Vivo da Memória Candanga (MVMC), com sua Alameda de casas de madeiras coloridas, feitio de cidade do interior, e um bosque de árvores frutíferas que aconchega o visitante protegendo-o do sol, do descampado e do concreto da cidade.
    O acervo do Museu é composto pelas edificações históricas, peças, objetos e fotos da época da construção da nova capital, distribuído pela exposição permanente “Poeira, Lona e Concreto”, que narra a história de Brasília desde os primórdios de sua construção até sua inauguração em 1960. São fotos de Mário Moreira Fontenelle (primeiro fotógrafo oficial de Brasília), Peter Scheir e Joaquim Paiva; ambientações do Brasília Palace Hotel e do HJKO. Fazem parte do acervo também, peças de artesanato e arte popular, integrantes da “Casa do Mestre Popular” e da exposição 

    “Renovação e Tradição – Novos Caminhos”.
    O Museu conta ainda, com as “Oficinas do Saber Fazer”, que, com a incumbência de registrar, difundir e recriar os saberes e modos de vidas diversos dos que aqui se encontraram para construir a cidade oferece oficinas de artesanato e arte popular a comunidade em geral. Todo semestre, o Museu realiza oficinas gratuitas nas Oficinas do Saber Fazer, como forma de tornar mais vivo suas ações.

    Museu Vivo da Memória Candanga
    Via EPIA Sul, SPMS, Lote D - Núcleo Bandeirante - DF CEP: 71.735-000
    Horário de visitação: De segunda feira a sábado, das 9h às 17h
    Telefone/ FAX: (61) 3301-3590
    E-mail: mvmc1990@gmail.com




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