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  • domingo, 3 de abril de 2016

    Coreografia de movimento popular

    Com a manifestação organizada pelo PT e pela Central Única dos Trabalhadores, cerca de 50 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar, ocuparam a Esplanada dos Ministérios em apoio à presidente Dilma, contra o impeachment e contra o que chamam de movimento golpista. Se há uma coisa que funcione bem dentro do Partido dos Trabalhadores é a sessão de marketing, espécie de DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda do Estado Novo).

    A data (31 de março) foi escolhida com a intenção de estabelecer relação entre o processo de impeachment, em curso, e o golpe militar ocorrido em 1964. Trata-se, obviamente, de falsificação grosseira da história, visando confundir as pessoas mal-informadas. A bem da verdade, a própria manifestação é uma farsa em si, do começo ao fim — vazia de propósitos democráticos ou republicanos. A começar pelo processo de arregimentação dos manifestantes, convocados a fazer figuração e número, em troca de pagamentos, alimentação, transporte, camisetas e outros itens.

    Os figurantes, todos vestidos de vermelho e portando bandeiras dos organizadores, representam, literalmente, a massa de manobra, usada para dar falso verniz de apoio popular a um governo que vai sendo desmontado pela ação da polícia. A tentativa de fundir os efeitos de mera operação policial, que, par e passo, vai desmanchando uma organização criminosa no poder, a um movimento dito golpista, semelhante ao ocorrido 52 anos atrás, é, lógico, criação ficcional do pessoal de propaganda do partido.

    Pela insistência com que buscam subverter a realidade crua dos fatos, melhor seria que essas manifestações fossem agendadas para o 1º de abril, data reservada para o dia da mentira. Fossem retiradas as benesses e incentivos aos figurantes profissionais, a manifestação seria drasticamente desidratada ou simplesmente desapareceria.

    O importante é analisar o que está por trás dessas manifestações e que não aparece nos cartazes exibidos pela massa. Na retaguarda dessas agitações ensaiadas, há nítida tentativa de mostrar para a opinião pública que o atual governo, seu partido e suas lideranças, ainda contam com o apoio popular massivo, e qualquer tentativa de desconsiderar esse fato acirrará conflitos de toda ordem.

    Não é por outra razão que os ditos velados ou não são cada vez mais ouvidos em todo país. Nessa última manifestação, o presidente da CUT, Vagner Freitas, voltou a proferir ameaças: “Quero ver qual é o golpista que vai ter coragem de nos enfrentar.”

    Na verdade, o que os dirigentes da CUT e da maioria dos sindicatos temem de fato é que o advento de um governo sério venha a pôr fim na perniciosa república sindical, azeitada com o dinheiro fácil dos contribuintes. Se existe um fato verdadeiro nessas manifestações e que a conecta ao fatídico ano de 1964, é que também naquela ocasião, o hipersindicalismo ameaçava o Estado democrático e foi usado, naquela ocasião, com um dos motivos para intervenção saneadora dos militares.

    ****
    A frase que não foi pronunciada
    “O povo brasileiro não está na Constituição Federal. Ele é representado.”
    (Página solta ao vento)

    Sofrimento
    » Professores da Escola de Música de Brasília continuam sofrendo com a indefinição dos rumos. Os profissionais estão tombando com AVC e problemas de depressão.


    Por: Circe Cunha – Coluna “Visto, lido e ouvido” – Ari Cunha – Coreeio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog - Google

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