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  • quinta-feira, 14 de abril de 2016

    O novelo da conexão Gim Argello - (Força-tarefa da Lava-Jato começa a ouvir investigados na 28ª etapa)

    Gim é escoltado por policiais federais logo após passar por exames de corpo de delito em Curitiba: cela dividida com réus da Lava-Jato

    "Força-tarefa da Lava-Jato começa a ouvir investigados na 28ª etapa da operação, que apura repasses milionários ao ex-senador"

    A Polícia Federal começa a tomar hoje os primeiros depoimentos dos investigados presos na 28ª fase da Lava-Jato, a “Vitória de Pirro”, que deteve o ex-senador Gim Argello (PTB-DF). Ele é suspeito de receber R$ 5,35 milhões para impedir dois empreiteiros de serem convocados para depor nas CPIs da Petrobras no Congresso realizadas em 2014. O publicitário e jornalista Paulo Roxo, preso temporariamente, será ouvido à tarde na Superintendência da PF em Curitiba, informou a defesa. O outro preso no local é Valério Neves, ex-secretário-geral da Mesa da Câmara Legislativa, e bem próximo dos ex-governadores Joaquim Roriz (PSC) e José Roberto Arruda (PR) e do ex-senador Luiz Estêvão (PRTB).

    Segundo o advogado Daniel Gerber, Roxo não pode ser responsabilizado por qualquer crime que eventualmente possa ter ocorrido. Ele admite que o publicitário recebeu os recursos do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, para campanhas eleitorais, porque atuou na ala de Arruda, mas afirma que atuou a mando de Gim. “A origem e o motivo do dinheiro são um problema que quem tem que explicar é o Gim”, afirmou Gerber ao Correio, na tarde de ontem.

    Gim, Roxo e Neves fizeram exame de corpo de delito ontem. Eles deixaram a carceragem da PF por volta das 10h. Na terça-feira, eles chegaram em Curitiba às 18h30 aproximadamente. O trio passou a noite em separado. No entanto, cada um estava acompanhado de presos de outras fases da Lava-Jato por questões de espaço. A carceragem, que fica no bairro de Santa Cândida, oferece banho quente aos detentos e camas de cimento com colchões.

    Ontem, Moro negou pedido da defesa de Gim para olhar a delação premiada do diretor financeiro da UTC, Wladmir Pinheiro Santana. Ele liberou apenas o depoimento em que o funcionário da empreiteira cita o ex-senador.

    Delação
    Em Brasília, há uma expectativa no Ministério Público do Distrito Federal por uma eventual delação premiada do ex-senador. Um dos integrantes da força-tarefa estava com boas esperanças de desatar apurações criminais ontem. Ele lembra que Gim sempre apareceu em “histórias e fatos controversos, com indícios de crimes”. A apuração da Lava-Jato mostra uma comprovação de um fato concreto e abre uma janela para a elucidação de casos antigos. Para isso, bastaria uma colaboração premiada, em que Gim confessaria eventuais crimes, pagaria multas, devolveria dinheiro desviado e entregaria informações e documentos sobre outros participantes. Procedimentos criminais contra o ex-senador nos tribunais fizeram-no perder a disputa para uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU), órgão que fiscaliza gastos públicos.

    Fontes no Congresso lembram da proximidade de Gim Argello  com senadores como Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor (PTB-AL) e a ex-ministra Erenice Guerra. O advogado de Gim, Marcelo Bessa, disse que não comentaria o caso. A reportagem não localizou assessores e advogados de Neves.

    Personagem conhecido nos bastidores da política brasiliense,  Neves atuou nos governos de Joaquim Roriz e Maria de Lourdes Abadia como chefe de gabinete da Casa Civil. Ele fazia o controle das verbas de publicidade. Quando Roriz assumiu o Senado, ele foi chefe de gabinete. Nas campanhas de Arruda, trabalhou no financiamento eleitoral também. Depoimento da ex-assessora de Gim Anicélia Abreu relata que Neves foi um dos coordenadores da campanha de Arruda em 2014. Paulo Roxo era uma pessoa do círculo de Arruda e trabalhou na mesma eleição, com Gim. Apesar de mexer com marketing político, também fazia arrecadação. O advogado dele diz que sua função o impediria de ter conhecimento de qualquer eventual irregularidade. “O Judiciário comete equívocos naturais, que serão esclarecidos”, disse Gerber.

    Para a Polícia Federal, Neves e Roxo operaram o financiamento da “operação abafa” para Gim. A OAS repassou R$ 350 mil, mas para uma paróquia em Taguatinga, a pedido do ex-senador. A UTC, mais R$ 5 milhões a partidos da base de Gim, beneficiando Arruda, a família Roriz, o DEM do deputado Alberto Fraga e o PRTB de Estêvão.



    Fonte: Eduardo Militão – Foto: Heuler Andrey-AFP – Correio Braziliense

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